Linguagem e mente na filosofia de Wittgenstein

Autores

  • Léo Peruzzo Júnior Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v7i13.19092

    Palavras-chave:

    Linguagem. Mente. Sociedade. Filosofia da Mente. Wittgenstein.

    Resumo

    Este artigo pretende analisar de que modo é possível falar, em Wittgenstein, da existência de um estado interior quando adotamos os recursos expressivos da linguagem. Neste sentido, os argumentos de Wittgenstein, especialmente em Investigações Filosóficas e Últimos Escritos sobre a Filosofia da Psicologia, permitem libertar a filosofia da mente de uma compreensão que insiste em separar o físico e o mental, enquanto distintos e independentes em substâncias e qualidades. Em linhas gerais, a primeira objeção à filosofia da mente consistiria em alegar que os modelos artificiais da cognição humana são capazes de replicar características específicas da vida mental humana como, por exemplo, é o caso das qualia. Uma segunda objeção, sustentada no decorrer no artigo é clarear, por um lado, a confusão gramatical e os pseudoproblemas que são associados à expressividade das vivências interiores e, por outro, estabelecer uma crítica ao modelo funcionalista de mente. Por fim, apontamos que a ambiguidade na expressão do conteúdo mental [ou significação do conteúdo mental] passa a residir nas sutilezas epistemológicas, e não ontológicas, da relação entre linguagem, mente e sociedade.

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    Publicado

    2015-01-01

    Edição

    Seção

    Varia

    Como Citar

    Júnior, L. P. (2015). Linguagem e mente na filosofia de Wittgenstein. Argumentos - Revista De Filosofia, 7(13). https://doi.org/10.36517/arf.v7i13.19092