A filosofia do surrealismo: o pensamento de André Breton

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DOI:

https://doi.org/10.36517/arf.v18i1.96385

Palavras-chave:

Filosofia. Surrealismo. Breton. Alquié.

Resumo

O presente artigo examina os fundamentos filosóficos do surrealismo a partir do pensamento de André Breton e das considerações de Ferdinand Alquié. O projeto surrealista surge como contraposição a um modelo estreito de racionalidade que, segundo Breton, esmaga a experiência humana e aprisiona a imaginação. O que o surrealismo busca é a libertação dessa força imaginativa, e isso se dá por meio da reabilitação do mundo onírico e do estudo do inconsciente, questionando assim a hegemonia da lógica. Para isso, implementa técnicas como a “escrita automática”, ressaltando o automatismo psíquico a fim de expor o real funcionamento do pensamento, livre do controle racional. A busca do surrealismo é pelo “ponto sublime” onde as antinomias clássicas, como o sonho e a realidade, se entrecruzam, num movimento possível apenas em uma racionalidade ampliada, ou seja, uma racionalidade que leva em conta sua incapacidade de tudo abarcar e de a tudo dar sentido, e que por isso mesmo amplia seus horizontes ao não ignorar a dimensão que, tradicionalmente, é tomada como seu absoluto avesso: o mundo onírico.

Biografia do Autor

  • Tiago Schweiger, Universidade de São Paulo (USP)

    Doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).

Referências

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RIVERA, Tania. Arte e psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

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Publicado

2026-07-14

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Artigos

Como Citar

Schweiger, T. (2026). A filosofia do surrealismo: o pensamento de André Breton. Argumentos - Revista De Filosofia, 18(1), 50-64. https://doi.org/10.36517/arf.v18i1.96385