Negatividade material e universalidade crítica: a reconstrução do político na Política da Libertação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36517/arf.v18i1.96508

Palavras-chave:

Política da Libertação. Filosofia Política Crítica. Colonialidade. Negatividade material. Teoria normativa-realista.

Resumo

O artigo parte do diagnóstico dos limites estruturais da filosofia política moderna eurocêntrica, especialmente em suas vertentes liberal e procedimental, para sustentar que ela opera a partir de uma dupla insuficiência: a abstração da materialidade da vida como critério normativo e a universalização indevida da experiência histórica do Norte global. Argumenta-se que essa matriz teórica tende a reduzir a política ora à formalidade institucional, ora à sua compreensão exclusiva como exercício de dominação, comprometendo a construção de uma teoria normativa capaz de enfrentar as contradições do sistema moderno-colonial e capitalista. Como hipótese central, defende-se que a Política da Libertação de Enrique Dussel oferece uma reconstrução normativa-realista do político apta a superar tais limites. Ao situar metodologicamente a reflexão no lugar epistemológico das vítimas e ao articular negatividade material e momento criativo da política, Dussel reinscreve a dominação como momento interno — e não como essência — do processo político. O critério da produção e reprodução da vida da comunidade política permite distinguir entre exercício legítimo e exercício fetichizado do poder, reconstruindo a universalidade como tarefa crítica situada.

Biografia do Autor

  • Rayann Massahud, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    Doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mestrado pela mesma instituição e graduação em Direito pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). É assessor jurídico na Advocacia-Geral do Estado de Minas Gerais (AGE/MG).

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Publicado

2026-07-14

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Seção

Artigos

Como Citar

Massahud, R. (2026). Negatividade material e universalidade crítica: a reconstrução do político na Política da Libertação. Argumentos - Revista De Filosofia, 18(1), 190-201. https://doi.org/10.36517/arf.v18i1.96508