A CONSTRUÇÃO DE LAÇOS DE AFETO EM HANÓI E RAKUSHISHA, DE ADRIANA LISBOA

Autores

  • Mirian Cardoso da Silva Universidade Estadual de Maringá

    Resumo

    O presente artigo propõe pensar a questão da afetividade humana em meio ao mundo fugidio e heterogêneo ao qual pertence os protagonistas dos romances Hanói (2013) e Rakushisha (2007) de Adriana Lisboa. Pressupondo que, na contemporaneidade, haja uma significativa mudança nos relacionamentos humanos, chamados por Bauman (2004) de era “líquida”, devido aos tempos em que a tecnologia tem se tornado parte do homem, emergindo, assim, teorias da relativa dificuldade de estabelecer laços de afeto duradouros e verdadeiros. Em Hanói, David, ao receber a notícia de sua iminente morte, passa a pensar cada vez mais em sua solidão e no que esperava encontrar na vida, como os laços afetivos que nunca construiu com ninguém. Enquanto Rakushisha, coloca em cena Celina e Haruki, duas solidões que se somam em silêncio, intuindo a dor um do outro e estabelecendo laços de afeto.  Buscamos, portanto, pensar as transformações do afeto que é construído de diferentes formas nos romances em análise.

    Biografia do Autor

    • Mirian Cardoso da Silva, Universidade Estadual de Maringá
      Mestre em Letras, área de concentração Estudos Literários, pela UEM - Maringá/PR. Doutoranda em Letras, área de concentração Estudos Literários, pela UEM - Maringá/PR.

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    Publicado

    2019-04-29

    Edição

    Seção

    Estudos Literários

    Como Citar

    CARDOSO DA SILVA, Mirian. A CONSTRUÇÃO DE LAÇOS DE AFETO EM HANÓI E RAKUSHISHA, DE ADRIANA LISBOA. Entrelaces - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras-UFC, Fortaleza, v. 1, n. 15, p. 57–70, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrelaces/article/view/31493. Acesso em: 2 jul. 2026.