IRACEMA: A BELEZA SELVAGEM BRASILEIRA ENTRE O POÉTICO E O PROSAICO, ENTRE O MÍTICO E O HISTÓRICO
Resumo
O presente estudo tem por base as observações de José de Alencar sobre a composição formal do poema épico A confederação dos tamoios (1856), de Gonçalves de Magalhães. Os textos estéticos refletem o pensamento do escritor cearense, perceptivelmente influenciado por escritores, filósofos e críticos de sua época, acerca do verso, da prosa e da composição de uma obra de cunho nacional romanesca. Tais reflexões serão o princípio norteador de nossa análise, que pretende reconhecer o caráter poético daquela que é considerada uma das principais obras indianista alencarina, Iracema (1865); para tanto, tomaremos como pontos centrais as imagens sensíveis do romance e a representação imagística da personagem Iracema, objetivando focalizar a relação entre as expressões poética e a prosaica, e entre o tempo mítico e o tempo histórico – os quais culminam na construção de um mito na literatura brasileira –, que compõem a atmosfera do romance que narra os amores entre a jovem índia tabajara e o guerreiro português.Downloads
Publicado
2014-09-01
Edição
Seção
Dossiê
Como Citar
da Silva, S. M. A. (2014). IRACEMA: A BELEZA SELVAGEM BRASILEIRA ENTRE O POÉTICO E O PROSAICO, ENTRE O MÍTICO E O HISTÓRICO. Entrelaces - Revista Do Programa De Pós-Graduação Em Letras-UFC, 1(4), 188-206. https://periodicos.ufc.br/entrelaces/article/view/3519





