Teatro ligeiro e antropofagia textual:

uma leitura de A filha de Maria Angu, de Artur Azevedo

Autores

  • Suzane Morais da Veiga Silveira Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Resumo

    O presente artigo tem por objetivo realizar uma leitura da paródia A Filha de Maria Angu (1893), na qual o dramaturgo Artur Azevedo satiriza o momento político de implementação da República no Brasil e aborda temas como herança negra, revelando personagens típicas do cenário carioca finissecular. Desse modo, analisamos o gênero adaptação literária na escrita do autor como contraponto ao conservadorismo crítico e estético da belle époque, o qual privilegiava o teatro lírico e o teatro de tese. Ao processo de deglutição do estrangeiro de Azevedo, damos o nome de antropofagia textual, à luz do ideal de devoração cultural proposto, anos mais tarde, por Oswald de Andrade. Logo, investigamos também a contribuição do escritor para o desenvolvimento do teatro cômico musicado do Rio de Janeiro, também conhecido como ligeiro, por meio de releituras de clássicos franceses transportados para cenários e motivos brasileiros, imprimindo, assim, marcas que remetem à sua concepção de teatro brasileiro: popular e democrático.

    Biografia do Autor

    • Suzane Morais da Veiga Silveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro
      Doutoranda em Literatura Brasileira no programa de pós-graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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    Publicado

    2024-07-07

    Como Citar

    SILVEIRA, Suzane Morais da Veiga. Teatro ligeiro e antropofagia textual: : uma leitura de A filha de Maria Angu, de Artur Azevedo. Entrelaces - Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras-UFC, Fortaleza, v. 14, n. 1, p. 59–77, 2024. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrelaces/article/view/44103. Acesso em: 22 jul. 2026.