COLONIZAR É MAIS DO QUE NEGOCIAR OVELHAS: PROBLEMATIZANDO JOGOS DE TABULEIRO POR UMA EDUCAÇÃO ANTICOLONIAL.
Abstract
O presente trabalho busca problematizar a ascensão dos jogos analógicos modernos como uma atividade lúdica cada vez mais recorrente no cotidiano dos brasileiros e refletir sobre suas possíveis articulações com o ensino de história. Partindo do diálogo com três títulos “Colonizadores de Catan”, “Puerto Rico” e “Mombasa”, pretendemos focar em um ponto chave, a maneira com que tais artefatos lúdicos abordam a temática da colonização, debatendo sobre qual concepção histórica/ideológica eles buscam cristalizar e quais aspectos da dominação colonial os jogos omitem, a utilização destes títulos em sala de aula pode contribuir na construção, por partes dos educandos, de uma visão mais crítica a respeito das estruturas históricas que envolvem o seu cotidiano, levando em consideração que fazemos parte de um país constituído sobre uma experiência colonial, destarte realidades como a desigualdade social, preconceito religioso e o patriarcalismo são reflexos de tal experiência. Para promover o questionamento a respeito dos jogos utilizaremos como arcabouço teórico autores alinhados ao debate anticolonial, como Frantz Fanon, Aimé Césaire, Edward Said, Mike Davis, Bell Hooks e Domenico Losurdo com o intuito de demonstrar como o discurso anticolonial é importante para a formulação de uma educação crítica que contribua para a desconstrução de preconceitos estruturais que afligem cotidianamente uma parte significativa de nossa sociedade.Published
2022-01-01
Issue
Section
XV Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação
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How to Cite
COLONIZAR É MAIS DO QUE NEGOCIAR OVELHAS: PROBLEMATIZANDO JOGOS DE TABULEIRO POR UMA EDUCAÇÃO ANTICOLONIAL. (2022). Encontros Universitários Da UFC, 7(14), 1962. https://periodicos.ufc.br/eu/article/view/89103