PAPEL DA VEGETAÇÃO COMO INDUTOR A SEDIMENTAÇÃO EM CANAL ARTIFICIAL DE TERRA

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.4215/rm2023.e22003

Résumé

O papel biogeomórfico da vegetação tem sido explorado em diferentes contextos com avanços na compreensão da sedimentação e das alterações hidrodinâmicas nos canais e zonas ripárias. Contudo, não estão bem estabelecidas em pequenos canais derivados de terra, os regos d’água, como se desenvolvem estas questões e os usuários dos canais. Este estudo verificou se o desenvolvimento da vegetação é o principal redutor do transporte de sedimentos em suspensão ao longo do canal artificial em comparação ao sistema fluvial natural, se atentando ao papel da vegetação como filtro da carga sedimentar. Entende-se que a vegetação precisa ser abordada como parte do processo de gestão dos canais, permitindo aos usuários índices favoráveis de turbidez e menores riscos de rompimento das estruturas, bem como a formação de extensores dos habitats fluviais e ripários na estação chuvosa. 

Palavras-chave: sucessão biogeomórfica; antropogeomorfologia; canais abertos artificiais; sedimentação; hidrogemorfologia.

 

Biographies des auteurs

  • Renato Emanuel Silva, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia (MG), Brasil

    Doutor em Análise, Planejamento e Gestão Ambiental pelo Programa de Pós Graduação em Geografia do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia. Pesquisas com foco em geomorfologia, hidrogeomorfologia, gestão de bacias hidrográficas, canais abertos naturais e artificiais. Foi Bolsista de Doutorado pela CAPES na modalidade Sanduíche na Universidade do Minho (Guimarães - Portugal). É Professor EBTT do Instituto Federal do Mato Grosso - Campus Primavera do Leste. Faz parte do Grupo de Pesquisas "Estudos Integrados em Geociências e Geopatrimônio" - GPAT.Também é membro de pesquisas nas áreas de ensino, com investigação do papel da geografia no ensino técnico, na engenharia, voltada ao desenvolvimento de tecnologias de monitoramento ambiental, E professor de disciplinas voltadas ao ensino de Geografia. Metodologia da Pesquisa, Geologia e Mineralogia e Mineralogia Avançada. Mantem parcerias de pesquisas com membros da Universidade do Minho em Portugal, Institutos Federais do Mato Grosso (IFMT) e do Triangulo Mineiro (IFTM), com a Universidade Estadual de Minas Gerais, Universidade Federal de Catalão e Universidade Federal de Uberlândia.

     

  • Silvio Carlos Rodrigues, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia (MG), Brasil

    Doutor em Ciências (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo (1998). Presidiu a União da Geomorfologia Brasileira no biênio 2005/2006. Foi Membro Titular do Comité de Assessoramento em Geografia Física do CNPQ (CA-SA) entre 2008 e 2010. Membro titular da Camara de Recursos Naturais (CRA) junto a FAPEMIG entre os anos de 2014 e 2016. Editor Chefe da Revista Sociedade & Natureza entre os anos de 2008 a 2011, e segundo vez iniciada em 2020. Atualmente é membro do conselho editorial das revistas GEOUSP, Revista do Departamento de Geografia (USP), Brazilian Geographical Studies. Foi membro do EOLSS International Editorial Council da UNESCO, Foi do Conselho Editorial da Editora da UFU entre 2008 e 2011. É revisor da Revista Brasileira de Geomorfologia , Revista Caminhos da Geografia (UFU. Online) , Environmental Earth Sciences (SPRINGER). Foi secretario da Commission On Land Degradation And Desertification da Associação Internacional de Geografia entre 2010 e 2012. Atualmente é Professor Titular junto ao Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia atuando na graduação dos cursos de licenciatura e bacharelado, bem como membro do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFU (Nota 5). Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia, atuando principalmente nos seguintes temas: geomorfologia, cartografia geomorfológica, erosão do solo, análise ambiental integrada e mapeamento geomorfológico.

  • Antonio Avelino Batista Vieira, Univbersidade do Minho, Minho, Portugal

    Doutor em Geografia pela Universidade de Coimbra (2009), concluído com louvor e distinção, por unanimidade, com a apresentação da dissertação "Serra de Montemuro. Dinâmicas geomorfológicas, evolução da paisagem e património natural". Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia Física. É professor auxiliar no Departamento de Geografia da Universidade do Minho, desenvolvendo as suas atividades de investigação como membro integrado do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT ? UM/UC/UP). É membro de diversas organizações científicas, nomeadamente da Associação Portuguesa de Geomorfólogos (APGeom), da qual é Presidente desde 2017, da RISCOS ? Associação Portuguesa de Riscos, Prevenção e Segurança (Vice-Presidente), sendo também membro da FUEGORED e colaborador do GRAM. Durante a sua carreira desenvolveu investigação no âmbito da geomorfologia granítica, do património geomorfológico, ou das alterações do uso do solo, debruçando-se atualmente sobre temáticas relacionadas com sistemas de informação geográfica e deteção remota e sua aplicação ao ordenamento do território, geomorfologia glaciar e periglaciar, património geomorfológico, processos erosivos na sequência de incêndios florestais e medidas de mitigação, entre outras.

Publiée

2023-02-06

Numéro

Rubrique

Artigos