GEOPATRIMÔNIO CÁRSTICO E ABORDAGEM DO GEOTERRITÓRIO EM PAISAGENS DE ALTA RELEVÂNCIA GEOMORFOLÓGICA

Autores

  • Úrsula de Azevedo Ruchkys Instituto de Geociências – Universidade Federal de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Geografia Autor
  • Luiz Eduardo Panisset Travassos Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), Brasil Autor
  • Mauro Gomes Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas Autor
  • Darcy Jose dos Santos Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas Autor

DOI:

https://doi.org/10.4215/rm2026.e25004

Palavras-chave:

Geoturismo, Carste, Circuito das Grutas, GeoRegião

Resumo

O objetivo deste artigo é avaliar o processo de geoterritorialização no Circuito das Grutas, em Minas Gerais, com base no referencial teórico de Hobléa et al. (2021) e em seus nove critérios analíticos: documentação, inventariação, proteção, gestão, geoturistificação, geoeducação, apropriação social, especificação e distinção territorial. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e exploratória, com base em levantamento documental e na análise indireta das práticas territoriais. Os resultados revelam um processo desigual e seletivo, com concentração de ações em torno de três grutas principais e fragilidade na articulação regional. Apesar de abrigar paisagens cársticas de elevada relevância geomorfológica — marcadas por formas singulares de relevo, tanto subterrâneas quanto superficiais — e de contar com reconhecimento científico acumulado e uma base institucional consolidada, o Circuito ainda carece de estratégias integradas de valorização e de gestão do seu geopatrimônio. O estudo sugere que a adoção de metodologias inspiradas nas GeoRegiões australianas pode representar uma alternativa viável para a consolidação de um projeto territorial compartilhado, valorizando a paisagem cárstica como recurso geocultural e identitário.

Biografia do Autor

  • Úrsula de Azevedo Ruchkys, Instituto de Geociências – Universidade Federal de Minas Gerais Programa de Pós-Graduação em Geografia

    https://orcid.org/0000-0002-4708-2897

  • Luiz Eduardo Panisset Travassos, Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG), Brasil

    Doutorado em Geografia (2010). Em 2011 concluiu seu Doutorado em Carstologia na Universidade de Nova Gorica, Eslovênia. A partir de Agosto de 2010, por meio de concurso público externo, tornou-se Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Geografia da PUC Minas. Foi coordenador da Seção de História da Espeleologia da Sociedade Brasileira de Espeleologia (2007-2013) e atualmente é coordenador do Comitê de Carste para a América do Sul da União Internacional de Geografia, membro da Academia de Carstologia do Karst Research Institute da Eslovênia e revisor de periódicos da área. Tem experiência na área de Geografia, Carstologia, Meio Ambiente, Geoconservação e Cultura. Tem interesse no papel desempenhado pela geografia do carste em conflitos regionais e internacionais, por ser o conhecimento da paisagem cárstica fator decisivo em muitos casos.

  • Mauro Gomes, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas
  • Darcy Jose dos Santos, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas

    https://orcid.org/0000-0003-2791-5318

Publicado

2026-03-07

Edição

Seção

Artigos