O ESCORPIÃO NO CÍRCULO DE FOGO: A DEMOCRACIA CONSTITUCIONAL É MILITANTE?
DOI:
https://doi.org/10.36517/nomosufc.v45e93859.2025Resumen
O objetivo deste artigo é demonstrar a incompatibilidade da categoria conceitual da democracia militante, cujas origens remontam à doutrina de Karl Loewenstein, com os pressupostos de funcionamento de uma democracia constitucional. Para tanto, serão recuperados criticamente no interior da obra loewenstaniana os pressupostos teóricos subjacentes à democracia militante, desde o diagnóstico do autor dos motivos que levaram à ascensão de movimentos políticos autoritários de tipo fascista na Europa até a sua proposta de autodefesa democrática, chamada democracia militante. Posteriormente, pretende-se resgatar como a referida teoria foi recepcionada no debate constitucional brasileiro, sobretudo, no período representado pelas ameaças autoritárias do governo Jair Bolsonaro. Por fim, demonstrar-se-á a incompatibilidade desse instrumental teórico com as exigências de funcionamento de uma democracia constitucional, bem como a contradição argumentativa na qual recaem aqueles que sustentam ser possível o seu manejo pelos órgãos do Poder Judiciário. Por se tratar de pesquisa eminentemente bibliográfica, a metodologia utilizada é a revisão de literatura.
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Derechos de autor 2025 Almir Megali Neto, Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira

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