Grande Otelo nos filmes de Júlio Bressane

de malandro da chanchada a testemunha do cinema brasileiro

Autores

  • David Ken Gomes Terao Unicamp

DOI:

https://doi.org/10.36517/psg.v11i2.60436

Resumo

Júlio Bressane, no contexto do Cinema Marginal, alinhado a um ideais tropicalistas de cultura e nação, realizou alguns filmes em parceria com o grande ícone das chanchadas Grande Otelo, referenciando diretamente elementos deste gênero cinematográfico de grande sucesso no Brasil. No entanto, a imagem de Otelo nos filmes de Bressane se distancia da representação racialmente estereotipada das chanchadas, o cineasta dando em vez disso um tom de reverência ao ator, ao elevá-lo à condição de porta-voz de um cinema experimental do futuro e figura da máxima importância do cinema brasileiro.

Biografia do Autor

  • David Ken Gomes Terao, Unicamp

    Doutorando em Multimeios pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) na linha de pesquisa em História, Estética e Domínios de Aplicação do Cinema e da Fotografia. Mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), possui graduação em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal do Ceará (UFC), cursando um semestre na Universidade de Coimbra como estudante de mobilidade. Durante a graduação foi bolsista ITI-A pelo CNPQ no projeto "Os marcos legais e as políticas públicas para o audiovisual brasileiro: 1990-2010", coordenado pelo Prof. Marcelo Gil Ikeda e bolsista da Secretaria de Cultura Artística da Universidade Federal do Ceará no projeto "cOaLHO - Coletivo de pesquisas estéticas em cinema e audiovisual", coordenado pela Profª. Drª. Daniela Duarte Dumaresq. Desenvolve pesquisas relacionadas a gêneros cinematográficos e encenação no cinema.

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Publicado

31-12-2020

Edição

Seção

Artigos Livres

Como Citar

TERAO, David Ken Gomes. Grande Otelo nos filmes de Júlio Bressane: de malandro da chanchada a testemunha do cinema brasileiro. Passagens: Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, CE, v. 11, n. 2, p. 114–128, 2020. DOI: 10.36517/psg.v11i2.60436. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/passagens/article/view/60436. Acesso em: 12 abr. 2026.