Inadequação, Isolamento e Melancolia
Os jovens nos filmes brasileiros durante o desenvolvimento do bolsonarismo
DOI:
https://doi.org/10.36517/wkgkwq94Resumo
As figurações da juventude no cinema nacional do período de desenvolvimento do bolsonarismo no Brasil são marcadas por uma desesperança que se manifesta, por um lado, em angústia, torpor e paralisia e, por outro, em ansiedade, pressa e uma intensidade exacerbada. Neste artigo, aproximamos doze longas-metragens lançados nos doze anos anteriores à chegada de Jair Bolsonaro à Presidência conforme a percepção dessas características nos comportamentos de seus jovens protagonistas. Também analisamos como esses comportamentos refletem o estado de espírito de um país que estava prestes a ver um movimento autoritário de direita alcançar o poder. A falta que me faz (2010), de Marília Rocha, e O céu sobre os ombros (2011), de Sérgio Borges, são os filmes de referência na análise, que também cita Arábia (2018), de Afonso Uchôa e João Dumans, As horas vulgares (2013), de Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize, Boi neon (2016), de Gabriel Mascaro, Cão sem dono (2007), de Beto Brant e Renato Ciasca, Cores (2013), de Francisco Garcia, Corpo elétrico (2017), de Marcelo Caetano, Morro do Céu, de Gustavo Spolidoro (2011), Os famosos e os duendes da morte, de Esmir Filho (2010), Tinta bruta (2018), de Filipe Matzenbacher e Marcio Reolon, e Yonlu (2018), de Hique Montanari.
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