Memória, Identidade e Narrativa
Um novo cinema para Cidade do Desencanto
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v16i.93540Palabras clave:
Cinema asiático contemporâneo, Hou Hsiao-Hsien, identidade, Memória, narrativaResumen
Apresentado como tema a relação entre memória, identidade em narrativas de determinadas produções cinematográficas, este artigo busca compreender e traçar, dentro do contexto do cinema asiático contemporâneo, conceitos de identidade e memória e como eles são, através de uma análise fílmica, aplicados a uma estrutura narrativa que os compõem cinematograficamente. Através de um novo cinema apresentado por Hou Hsiao-Hsien, abordaremos, dentre uma vasta obra, filmes que buscaram resgatar uma identidade e memória que sempre pareceu estar frágil em um país subdesenvolvido e constantemente colonizado, sofrendo imposições externas e passando por guerras. Cidade do Desencanto (Bēiqíng chéngshì,1989); O mestre das marionetes (Xi meng ren sheng, 1993); Bom homem e Boa mulher (Hao Nan Hao Nu, 1995) compõem a trilogia do diretor, denominada por muitos críticos como “Trilogia de Taiwan”.Contudo, focaremos nossa análise principalmente no primeiro filme: Cidade do Desencanto. Para esse estudo usaremos uma análise fílmica comparativa. A trilogia que Hsiao-Hsien criou é famosa por mostrar grandes acontecimentos de seu país, pela ótica de famílias e indivíduos comuns, colocando o espectador como um observador real dos acontecimentos que sempre assolaram o país, analisando conceitos, perspectivas e acontecimentos impostos a seu país de origem, fazendo também críticas ao capitalismo, guerras e colonização. Essa análise comparativa tem base na hipótese, que no filme há uma linguagem em comum sendo desenvolvida, que perpassa pela memória do povo para entender a identidade atual, utilizando um regime específico de imagens para compor essa visão cinematográfica, expondo os dispositivos que proporcionaram a construção do filme e suas transitoriedades, o contexto histórico do Novo Cinema Taiwanês ou The Taiwanese New Wave, a relação com as referências estrangeiras e locais para que possamos compreender essa nova estética e as percepções de identidade que ela gera, entendendo, assim, os processos de memória e narrativa fílmica.
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Referencias
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