Gênero Melancólico e seus efeitos
abjeção, cristalização e violência no filme El Lugar Sin Límites
DOI:
https://doi.org/10.36517/cm7r6p23Abstract
Este ensaio propõe revisitar o conceito de gênero melancólico (BUTLER, 2019a, 2019b, 2022), bem como suas consequências, a partir do filme El lugar sin límites, de Arturo Ripstein (1978). Baseada em Gayle Rubin, que defende a anterioridade do tabu da homossexualidade em relação ao incesto, e em Sigmund Freud, que propõe que a melancolia surge da perda de um amor da qual que não se consegue fazer o luto, Judith Butler defende que a heterossexualidade e os gêneros associados a ela fundam-se em uma perda amorosa homossexual primária que não pôde ser pranteada. Assim, a heterossexualidade é melancólica porque resultante da impossibilidade do amor homossexual inicial. Investigaremos três consequências da melancolia de gênero a partir de uma análise de filme El lugar sin límites: a abjeção no escopo do desejo do sujeito, a cristalização do gênero que conduz a uma masculinidade hiperbólica e a tensão entre desejo e rechaço, que culmina na violência contra o objeto homossexual amado.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Felipe de Britto Maiello, Icaro Ferraz Vidal Junior

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.










