IA
imagens-fluxo e a historicidade esvaziada
DOI:
https://doi.org/10.36517/psg.v16i.96483Palavras-chave:
Pós-fotografia, Inteligência Artificial, Fotojornalismo, Imagem, InfodemiaResumo
Por meio das redes sociais, milhares de cenas são propagadas ao infinito do ciberespaço, sob uma pretensa aparência de informação. Neste sentido, observamos a dinâmica de um processo de infodemia (FISHER, 2023), intensificado por meio da aceleração das imagens em interfaces virtuais, criando uma percepção rizomática de representações da realidade, conforme pontua Fontcuberta (2012). A linguagem fotográfica, condicionada ao aparato e outras subjetividades, tal qual articula Vilém Flusser (2002), passa a ser pressionada à uma lógica ainda mais complexa, por conta da Inteligência Artificial. Este trabalho tem o objetivo de analisar a dinâmica das imagens produzidas por softwares de IA. Como metodologia, este artigo utiliza embasamento bibliográfico, em paralelo a dois estudos de casos - o ensaio experimental 90 Miles, do fotojornalista Michael Christopher Brown e a proliferação de imagens na catástrofe ambiental do Rio Grande do Sul. Como resultado, nas duas situações observamos as consequências simbólicas do processo de descolamento da imagem técnica com relação ao conceito de registro documental. A partir da lógica de fotorrealismo das produções em IA, verificamos as nuances que transformam a imagem fotográfica em imagem-fluxo (Tagé, 2022).
Downloads
Referências
ALSINA, Rodrigo Miquel. A construção da notícia. Rio de Janeiro: Vozes, 2009.
BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relogio d'Agua, 1991.
BELIC, Gabriel; FRIOLI, Giovana. Imagens da catástrofe no RS criadas por IA alteram percepção da realidade, dizem especialistas. Estadão, 2024. Disponível em: https://www.estadao.com.br/estadao-verifica/inteligencia-artificial-rio-grande-do-sul. Acesso em: 7 jul. 2024.
BENJAMIN, Walter. Pequena história da fotografia. In: Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BUITONI, Dulcília. Fotografia e jornalismo: a informação pela imagem. São Paulo: Saraiva, 2011.
BURKE, Peter. Testemunha ocular: o uso das imagens como evidência histórica. São Paulo: Editora Unesp, 2017.
BROWN, Michael Christopher. 90 miles.2023. Disponível em: http://airlab.co. Acesso em: 8 jul. 2024.
CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. São Paulo: Zahar, 2003.
COLLIER Júnior, John. Antropologia Visual: a fotografia como método de pesquisa. São Paulo: EPU/EDUSP, 1973.
DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 2017.
FISHER, Max. A máquina do caos: como as redes sociais reprogramaram nossa mente e nosso mundo. Ed. Todavia, São Paulo: 2023.
FONTCUBERTA, Joan. A câmera de Pandora: a fotografi@ depois da fotografia. São Paulo: Ed. G. Gilli, 2012.
FONTCUBERTA, Joan. O beijo de Judas: Fotografia e verdade. São Paulo: Ed. G. Gilli, 2010.
FLUSSER, Vilém. Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.
HAN, Byung-Chul. Infocracia: digitalização e crise da democracia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2022.
MACHADO, Arlindo. A ilusão especular. São Paulo: Gustavo Gilli, 1984.
NÖTH, Winfried. La muerte de la fotografia. De Signis, Barcelona, n. 10, Gedisa, pp. 105-116, 2006.
ROUILLÉ, André. A fotografia na tormenta das imagens. In: DOBAL, Susana;
GONÇALVES, Osmar (org.). Fotografia Contemporânea: fronteiras e transgressões. Brasília: Casa das Musas, 2013. pp. 17-36.
SOULAGES, François. Estética da Fotografia: Perda e permanência. São Paulo: Senac, 2010.
SOUZA E SILVA, Wagner. Fotorreportagem por IA no projeto 90 miles. Revista Alterjor, v. 29, p. 151-164, 2024.
TAGÉ, Matheus. Gamificação fotográfica: memes e a lógica das imagens-fluxo. Tríade: Comunicação, Cultura e Mídia, Sorocaba, SP, v. 10, n. 23, p. e022015, 2022. DOI: 10.22484/2318-5694.2022v10id5079. Disponível em: https://periodicos.uniso.br/triade/article/view/5079. Acesso em: 27 jun. 2024.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Matheus Tagé

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Esta licença permite que os reutilizadores distribuam, remixem, adaptem e desenvolvam o material em qualquer meio ou formato, desde que a atribuição seja dada ao criador. A licença permite o uso comercial.











