Distribuição e autocorrelação espacial dos nascidos vivos de mães em idade materna avançada
DOI:
https://doi.org/10.36517/2175-6783.20262795914Palavras-chave:
Comportamento Reprodutivo; Gravidez; Idade Materna Avançada; Saúde da Mulher; Análise Espacial.Resumo
Objetivo: identificar a distribuição e a autocorrelação espacial dos nascidos vivos de mães em idade materna avançada. Métodos: estudo ecológico, com dados do Sistema de Informação de Nascidos Vivos e estimativas populacionais. Analisaram-se nascimentos considerando a idade materna avançada (≥35 anos) no Brasil e suas regiões de saúde, no período de 2016 a 2023. As taxas foram calculadas por quadriênio, e a distribuição espacial foi realizada por meio do método de quebras naturais. A autocorrelação espacial foi avaliada com os índices de Moran, identificando padrões de clusters. Resultados: analisaram-se 3.531.207 nascimentos de crianças cujas mães possuíam idade igual ou superior a 35 anos. A região Norte do Brasil apresentou as taxas mais elevadas de nascimentos de gestações em idade materna avançada. O índice global de Moran foi significativo em todos os períodos, confirmando a existência de autocorrelação espacial. Conclusão: a análise espacial evidenciou disparidades territoriais, reforçando a utilidade dos clusters do Índice de Moran para a compreensão da distribuição da gestação em idade materna avançada. Contribuições para a prática: os achados orientam ações de planejamento reprodutivo, pré-natal e a formulação de políticas públicas direcionadas às desigualdades territoriais relacionadas à gestação em idade materna avançada.
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Os autores declaram que os dados utilizados neste estudo são de domínio público e estão disponíveis no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos. Quanto aos dados tratados e os mapas produzidos podem ser solicitados ao autor correspondente.
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