Visibilidade e Escrita de Si nos Riscos do Pixo Paulistano

Autores

  • Alexandre Barbosa Pereira

    Palavras-chave:

    Pixação, Visibilidade, Risco, Reconhecimento, Espaço Urbano

    Resumo

    O objetivo deste artigo é, por meio de uma abordagem etnográfica, descrever uma prática cultural juvenil em São Paulo, a pixação, que há tempos explora o paradoxo entre visibilidade e invisibilidade através de sua ação na paisagem urbana. Em meio ao anonimato da metrópole e tentando invisibilizar-se à noite, os pixadores deixam suas marcas, que não são bem-vistas pelo restante da população. Por intermédio da criação de uma rede social off-line, eles estabelecem um dispositivo que lhes proporciona um sistema de reconhecimento que premeia quem pixa nos lugares de maior destaque e risco da cidade. Dessa
    forma, conclui-se que quem marca mais a cidade e nela corre mais riscos consegue o reconhecimento dos pares, o que eles denominam como ibope. Afinal, no mundo atual, todos querem ver e serem vistos, buscando, assim, com essa visibilidade, serem reconhecidos e construir algum sentido para a sua existência.

    Biografia do Autor

    • Alexandre Barbosa Pereira

      Doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP).
      Professor Adjunto da Universidade Federal de São Paulo – Campus Baixada Santista. Pesquisador associado ao Núcleo de Antropologia Urbana da USP e ao Grupo de Pesquisas Visuais e Urbanas da Universidade Federal de São
      Paulo (Unifesp).

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    Publicado

    27-10-2016

    Como Citar

    Visibilidade e Escrita de Si nos Riscos do Pixo Paulistano. (2016). Revista De Ciências Sociais, 47(1), 77-100. https://periodicos.ufc.br/revcienso/article/view/5679