“Não é Pé na Cova, é Residencial Jardim Aulídia”: estigma e ressignificação simbólica em um conjunto habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida em Açailândia.

Autores

  • Ma. Antonia Eliane Lobo Carneiro Universidade Federal do Maranhão https://orcid.org/0009-0004-8624-3683
    • Investigation
    • Methodology
    • Formal Analysis
    • Data Curation
    • Conceptualization
    • Software
    • Validation
    • Visualization
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing
    Interesses conflitantes

    Não existe conflito de interesse.

  • Dr. Wellington da Silva Conceição Universidade Federal do Maranhão image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-9172-6189
    • Conceptualization
    • Supervision
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing
    • Methodology
    • Formal Analysis
    • Funding Acquisition
    • Project Administration
    Interesses conflitantes

    Não tem interesse conflitante.

DOI:

https://doi.org/10.36517/rcs.v57i.97025

Palavras-chave:

Minha Casa Minha Vida, , estigma territorial , Habitação popular , Açailândia , políticas públicas.

Resumo

Este artigo analisa como moradores do Conjunto Habitacional Jardim Aulídia, implantado pelo Programa Minha Casa Minha Vida em Açailândia/MA, enfrentam e ressignificam processos de estigmatização territorial. A pesquisa trata-se de uma etnografia realizada entre 2022 e 2024, e mobilizou observação flutuante, observação direta, entrevistas, conversas informais, registros fotográficos e acompanhamento de grupos de aplicativos de mensagens. Partindo da constatação de que o bairro, popularmente denominado “Pé na Cova”, é associado à violência, ao perigo e à degradação social, o estudo examina as estratégias mobilizadas pelos moradores para contestar tais classificações. Em diálogo com as contribuições teóricas de Erving Goffman e com a noção de reendereçamento do estigma, argumenta-se que a valorização da denominação “Residencial Jardim Aulídia”, a produção de hierarquias internas e as transformações realizadas nas moradias constituem mecanismos de distinção social e reconstrução simbólica do território. Ao evidenciar as disputas em torno das representações do espaço habitado, o artigo contribui para os estudos urbanos e habitacionais ao demonstrar como o estigma territorial é negociado, deslocado e reelaborado no cotidiano dos moradores.

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Biografia do Autor

  • Ma. Antonia Eliane Lobo Carneiro, Universidade Federal do Maranhão

    Mestra em Sociologia pela Universidade Federal do Maranhão. Graduada em Licenciatura em Ciências humanas. Graduada em Pedagogia.

  • Dr. Wellington da Silva Conceição, Universidade Federal do Maranhão

    Doutor em Ciências Socias pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professor Associado da Universidade Federal do Maranhão. Professor permanente do Programa de Pós Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Maranhão.

Referências

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Publicado

23-10-2026

Declaração de Disponibilidade de Dados

Ferramentas de inteligência artificial generativa foram utilizadas exclusivamente para apoio à revisão gramatical, correção ortográfica e aprimoramento da redação deste manuscrito. Todas as decisões relativas ao conteúdo, interpretação dos dados, argumentos e conclusões permaneceram sob responsabilidade integral dos autores.

Como Citar

“Não é Pé na Cova, é Residencial Jardim Aulídia”: estigma e ressignificação simbólica em um conjunto habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida em Açailândia. (2026). Revista De Ciências Sociais, 57. https://doi.org/10.36517/rcs.v57i.97025