“Não é Pé na Cova, é Residencial Jardim Aulídia”: estigma e ressignificação simbólica em um conjunto habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida em Açailândia.

Autores/as

  • Lobo Carneiro Universidade Federal do Maranhão https://orcid.org/0009-0004-8624-3683
    • Investigation
    • Methodology
    • Formal Analysis
    • Data Curation
    • Conceptualization
    • Software
    • Validation
    • Visualization
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing
    Conflictos de interés

    No existe conflicto de intereses.

  • Dr. Wellington da Silva Conceição Universidade Federal do Maranhão image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-9172-6189
    • Conceptualization
    • Supervision
    • Writing – Original Draft Preparation
    • Writing – Review & Editing
    • Methodology
    • Formal Analysis
    • Funding Acquisition
    • Project Administration
    Conflictos de interés

    No tiene interés conflictivo.

DOI:

https://doi.org/10.36517/rcs.v57i.97025

Palabras clave:

Minha Casa Minha Vida, , estigma territorial , Habitação popular , Açailândia , políticas públicas.

Resumen

Este artigo analisa como moradores do Conjunto Habitacional Jardim Aulídia, implantado pelo Programa Minha Casa Minha Vida em Açailândia/MA, enfrentam e ressignificam processos de estigmatização territorial. A pesquisa trata-se de uma etnografia realizada entre 2022 e 2024, e mobilizou observação flutuante, observação direta, entrevistas, conversas informais, registros fotográficos e acompanhamento de grupos de aplicativos de mensagens. Partindo da constatação de que o bairro, popularmente denominado “Pé na Cova”, é associado à violência, ao perigo e à degradação social, o estudo examina as estratégias mobilizadas pelos moradores para contestar tais classificações. Em diálogo com as contribuições teóricas de Erving Goffman e com a noção de reendereçamento do estigma, argumenta-se que a valorização da denominação “Residencial Jardim Aulídia”, a produção de hierarquias internas e as transformações realizadas nas moradias constituem mecanismos de distinção social e reconstrução simbólica do território. Ao evidenciar as disputas em torno das representações do espaço habitado, o artigo contribui para os estudos urbanos e habitacionais ao demonstrar como o estigma territorial é negociado, deslocado e reelaborado no cotidiano dos moradores.

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Biografía del autor/a

  • Lobo Carneiro, Universidade Federal do Maranhão

    Máster en Sociología por la Universidad Federal de Maranhão. Licenciatura en Ciencias Humanas. Licenciatura en Pedagogía.

  • Dr. Wellington da Silva Conceição, Universidade Federal do Maranhão

    Doctor en Ciencias Sociales por la Universidad del Estado de Río de Janeiro. Profesor Asociado de la Universidad Federal de Maranhão. Profesor permanente del Programa de Posgrado en Sociología de la Universidad Federal de Maranhão.

Referencias

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Publicado

2026-10-23

Declaración de disponibilidad de datos

Ferramentas de inteligência artificial generativa foram utilizadas exclusivamente para apoio à revisão gramatical, correção ortográfica e aprimoramento da redação deste manuscrito. Todas as decisões relativas ao conteúdo, interpretação dos dados, argumentos e conclusões permaneceram sob responsabilidade integral dos autores.

Número

Sección

Artículos

Cómo citar

“Não é Pé na Cova, é Residencial Jardim Aulídia”: estigma e ressignificação simbólica em um conjunto habitacional do Programa Minha Casa Minha Vida em Açailândia. (2026). Revista De Ciências Sociais, 57. https://doi.org/10.36517/rcs.v57i.97025