Classification Standard and Shelf Life of Mascavo Sugar: An Ontological Approach
uma perspectiva ontológica
Palavras-chave:
Açúcar não-centrifugado, Agricultura familiar, Classificação vegetal, Produto de origem vegetalResumo
No Brasil, produtos alimentícios agrícolas, nacionais ou importados, são regulamentados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através de um padrão oficial de classificação, segundo a Lei no. 9.972:2000. A Instrução Normativa no. 47:2018, que classificou os açúcares cristal e líquido, não incluiu o açúcar mascavo, um produto considerado natural ou gourmet com elevado potencial econômico para a agricultura familiar. Através de uma pesquisa bibliográfica qualitativa, ontológica e da análise estatística multivariada, o objetivo do estudo foi elaborar um texto para a fundamentação técnica de um padrão oficial de classificação, caracterizando o açúcar mascavo em classes e tipos. Foram definidos como matéria-prima o caldo da cana-de-açúcar e os processos de fabricação, tanto industrial e artesanal, e como uso pretendido o consumo direto. Foram propostos como parâmetros de qualidade a polarização mínima de 84,0 °Z, a umidade máxima de 5,0 %, o valor máximo de 2,5 % para cinzas condutimétricas e o valor máximo de 8,0 % para açúcares redutores. O estudo do fator de segurança e da atividade de água possibilitou a formulação de um método para definir o prazo de validade do produto. Como resultado, foi proposta a inclusão, na legislação, de uma da classe exclusiva para o açúcar mascavo dos tipos granulado e amorfo, a qual foi avaliada por agentes do mercado envolvidos com a pesquisa, a produção e a comercialização do produto. A abordagem apresentada para a classificação do açúcar mascavo tem o potencial de influenciar diretamente políticas públicas, promover a rastreabilidade e garantir maior segurança alimentar.
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