O grande desafio diagnóstico e terapêutico da endocardite de Libman Sacks: um relato de caso

Autores/as

  • Bianca Fernandes Távora Arruda Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-4188-1799
  • Beatriz Fernandes Távora Arruda Universidade Christus, Fortaleza, Ceará, Brasil.
  • Beatriz Vieira Aires Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-8246-9477
  • Isabela Thomaz Takakura Guedes Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil.
  • Ane Karoline Medina Néri Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza, Ceará, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-0499-2871

DOI:

https://doi.org/10.36517/rmufc.v66e92967.2026

Palabras clave:

Endocardite não Infecciosa, Doença de Libman-Sacks, Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide

Resumen

Introdução: A endocardite de Libman-Sacks é uma condição rara, caracterizada por vegetações estéreis em válvulas cardíacas, muitas vezes confundidas com endocardite infecciosa. Resumo do caso: Paciente feminina, 45 anos, com histórico de acidente vascular cerebral isquêmico, que desenvolveu quadro de dispneia, palpitações, perda de peso e episódios subfebris iniciados 1 mês antes da internação, além de sopro cardíaco sistólico, com frêmito, em foco mitral. Ecocardiograma transesofágico identificou valva mitral de aspecto reumático, com presença de vegetações. Com a hipótese diagnóstica de endocardite infecciosa, iniciou-se antibioticoterapia empírica. Durante a internação, alterações laboratoriais levaram a uma investigação ampliada para lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, com confirmação subsequente por painel imune. O tratamento direcionado para LES resultou em melhora da insuficiência mitral, apesar da persistência da vegetação. A paciente recebeu alta hospitalar com melhora clínico-laboratorial, para manter seguimento ambulatorial. Conclusões: Em casos de endocardite infecciosa suspeita com manifestações sistêmicas atípicas, a investigação para endocardite trombótica não bacteriana é essencial. O acompanhamento em serviço terciário, com abordagem multidisciplinar, facilita diagnóstico, tratamento e seguimento adequados.

Publicado

2026-08-06

Número

Sección

RELATOS DE CASO