O grande desafio diagnóstico e terapêutico da endocardite de Libman Sacks: um relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.36517/rmufc.v66e92967.2026Palavras-chave:
Endocardite não Infecciosa, Doença de Libman-Sacks, Síndrome do Anticorpo AntifosfolípideResumo
Introdução: A endocardite de Libman-Sacks é uma condição rara, caracterizada por vegetações estéreis em válvulas cardíacas, muitas vezes confundidas com endocardite infecciosa. Resumo do caso: Paciente feminina, 45 anos, com histórico de acidente vascular cerebral isquêmico, que desenvolveu quadro de dispneia, palpitações, perda de peso e episódios subfebris iniciados 1 mês antes da internação, além de sopro cardíaco sistólico, com frêmito, em foco mitral. Ecocardiograma transesofágico identificou valva mitral de aspecto reumático, com presença de vegetações. Com a hipótese diagnóstica de endocardite infecciosa, iniciou-se antibioticoterapia empírica. Durante a internação, alterações laboratoriais levaram a uma investigação ampliada para lúpus eritematoso sistêmico (LES) e síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, com confirmação subsequente por painel imune. O tratamento direcionado para LES resultou em melhora da insuficiência mitral, apesar da persistência da vegetação. A paciente recebeu alta hospitalar com melhora clínico-laboratorial, para manter seguimento ambulatorial. Conclusões: Em casos de endocardite infecciosa suspeita com manifestações sistêmicas atípicas, a investigação para endocardite trombótica não bacteriana é essencial. O acompanhamento em serviço terciário, com abordagem multidisciplinar, facilita diagnóstico, tratamento e seguimento adequados.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista de Medicina da UFC

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.