EFEITO DA TEMPERATURA NO BRANQUEAMENTO DE CORAIS: AVALIAÇÃO DE POTENCIAIS BIOINDICADORES DO AQUECIMENTO GLOBAL

  • Denise Cavalcante Hissa Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará
  • Thaís Moura Campos Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará
  • Raquel Sombra Basílio de Oliveira Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Ceará
  • Danilo Gomes Viana Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará
  • Emanuelle Fontenele Rabelo Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará. Instituto de Ciências do Mar, Universidade Federal do Ceará
Palavras-chave: branqueamento, coral, temperatura, aquecimento global.

Resumo

O branqueamento é um processo de perda da coloração de corais causado pela interrupção da sua relação de simbiose com as zooxantelas. Diversos fatores infl uenciam esse fenômeno, sendo a alta temperatura das águas apontada como a principal causa. Esse trabalho consistiu em analisar o efeito da temperatura sobre o branqueamento de três espécies, o coral construtor Siderastrea stellata, e os zooantídeos Palythoa caribaeorum e Zoanthus sociatus, para avaliá-los como potenciais bioindicadores do aquecimento global. A espécie S. stellata apresentou branqueamento completo a 45ºC em 24 horas e a 40ºC em 72 horas. A 35ºC as amostras experimentais apresentaram branqueamento parcial no fi nal de uma semana, sendo então consideradas relativamente resistentes a essa temperatura. P. caribaeorum branqueou completamente em 48 horas quando submetido a 45ºC e em 72 horas a 40ºC. A espécie Z. sociatus foi a espécie mais resistente à temperatura, levando 48 horas para branquear a 45ºC e não apresentando branqueamento completo por uma semana quando submetido a 40ºC. Entre as três espécies estudadas, sugere-se S. stellata como bioindicador do aquecimento global.
Publicado
2009-12-01
Seção
Artigos originais