Este número semestral da revista eletrônica do GEPPELE encerra as edições referentes ao ano de 2020. Com temática livre, esta edição brinda o seu leitor com artigos sobre questões diversas, relacionadas ao ensino de espanhol como língua estrangeira (E/LE) e, ainda, com um texto no âmbito da descrição e análise linguística da língua espanhola, mais especificamente, no que tange ao nível fonético-fonológico.

Compõem esta edição seis artigos de autoria de pesquisadores de diversas universidades brasileiras. O primeiro artigo, de autoria de Paulo Eugênio Rifane de Sousa, explicita conceitos sobre o flamenco e a sua história, cuja referência foi Thiel-Cramér, e propõe, a título de ilustração, a realização de três atividades, que utilizam canções flamencas como recurso didático para o ensino de espanhol como língua estrangeira (E/LE), baseadas nos pressupostos de Asensi (1997).

O segundo artigo, de autoria de Pablo Schejtman e Valdecy de Oliveira Pontes, examina três peças de rap de autores/intérpretes de Andaluzia. Os autores analisam a produção do fonema [S] e seus alofones, no que diz respeito a quatro fenômenos fonético/fonológicos, a saber: (i) o “seseo”; (ii) o “ceceo”; (iii) a “s” dental (distinção de /s/ e /Ө/) e (iv) a aspiração do “s” final.

O terceiro artigo, de autoria de Rogério Back, visa averiguar como a prova de língua espanhola se dá no caso do vestibular integrado indígena do Paraná e seu encaminhamento avaliativo, ponderando também a concepção de língua e método de ensino/aprendizagem que compõem o caderno de questões. Com base nos resultados obtidos, observa-se diversidade estilística nas questões avaliativas, ora com maior e menor teor gramatical, ora elaboradas na língua estrangeira, ora em língua portuguesa.

O quarto artigo, de autoria de Patricia da Cruz Frota Duarte Simão e Sara de Paula Lima, é fruto de uma análise sobre a inserção das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) no livro didático de espanhol como língua estrangeira (E/LE) do ensino público. A coleta de dados se deu no livro Cercanía Joven, com o intuito de averiguar se o livro didático em questão insere atividades, envolvendo o uso das TDICs e se essas atividades, envolvendo o uso dos gêneros digitais, contribuem para o desenvolvimento de habilidades comunicativas na língua estudada.

O quinto artigo, de autoria de Maria Auxiliadora de Jesus Ferreira, relata a experiência da autora, a partir da realização de um curso de extensão de conversação em língua espanhola, para alunos brasileiros, durante a pandemia da COVID – 19. Assim, são apresentadas algumas vantagens e possibilidades na realização de uma aula de forma remota (com amplo uso dos recursos tecnológicos), além da exposição dos resultados de algumas atividades desenvolvidas.

O sexto artigo, de autoria de Letícia Joaquina de Castro Rodrigues Souza e Souza e Raimundo Nonato de Lima e Silva Filho, propõe atividades com contos, para que os alunos possam ter contato com o léxico, pertencente às variedades do espanhol da hispano-américa. Para este trabalho, os autores utilizam a proposta de divisão de zonas dialetais, para o espanhol americano, de Henríquez Ureñas (1921), na qual os países são agrupados, de acordo com as suas variantes lexicais e, também, a partir de fatores extralinguísticos.

Ao publicarmos mais esta edição, desejamos que a leitura dos artigos desta edição atemática contribua para a divulgação e realização de pesquisas no âmbito da língua espanhola, considerando as suas especificidades e as múltiplas perspectivas das áreas de análise linguística, literatura e ensino. Por último, reiteramos o nosso agradecimento aos autores e aos avaliadores que contribuíram para a realização desta edição.

 

 

 

A Comissão Organizadora

 

Valdecy de Oliveira Pontes (UFC)

Maria Valdênia Falcão do Nascimento (UFC)

Kátia Cilene David (UFC)

Raphael Chaves de Sousa (UFC)

Edição completa