A CONTABILIDADE DA DESAPROPRIAÇÃO: UM EXAME PRELIMINAR SOBRE O CIRCUITO INFERIOR DA EXPANSÃO URBANA DA METRÓPOLE DE SÃO PAULO

  • Carlos Alberto Rizzi

Resumo

No final da década de 2000, com a iminência da construção de mais um trecho do Rodoanel Mário Covas, seu trecho Norte, viabilizado por recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC para o transporte, a questão dos fundos de consumo, isto é, dos espaços periurbanos da metrópole paulista, ganhou importância para os agentes do capital atuantes no espaço urbano. Em 2007, foram realizadas entrevistas com a Defesa Civil da sub-prefeitura Brasilândia-Freguesia do Ó e com o sub-prefeito de Jacanã- Tremembé. Também foram realizados trabalhos de campo, nesse mesmo ano, em áreas dessas referidas sub-prefeituras e também na região da “Cratera” e “Colônia”, na zona sul de São Paulo, região conhecida como Parelheiros. Esses campos e entrevistas foram realizados com o objetivo de se observar a questão da urbanização periurbana da Metrópole de São Paulo e sua relação com áreas legalmente protegidas. O texto a seguir é composto de informações extraídas dessas fontes secundárias reforçadas por dados oficiais e estruturado a partir de determinados referenciais teóricos da geografia crítica contemporânea.

Biografia do Autor

Carlos Alberto Rizzi
Mestrando em Geografia Urbana do Programa de Pós-graduação da Universidade de São Paulo (FFLCH-DG-USP). Graduado em Geografia pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo.
Publicado
2017-03-25
Seção
Artigos