“Quer testar grátis por três meses?”

percepções dos usuários do Spotify sobre anúncios no uso do aplicativo

  • Luiz Felipe Zago Curso de Jornalismo - Universidade Luterana do Brasil.
  • Caroline de Lima Andreoli Universidade Luterana do Brasil (Canoas, Rio Grande do Sul).

Resumo

Este artigo analisa as percepções de usuários do Spotify sobre os anúncios do próprio aplicativo a partir de autores como DeNora (2000), Kennedy (2005), Hassenzahl (2007), Dick, Schimitt, Gomez, Gonçalves e Triska (2016). Ao longo da análise, os conceitos de dimensão hedônica, dimensão afetiva, dimensão pragmática e o vínculo emocional com a música são arregimentados para problematizar a relação entre usuários e anúncios no uso do aplicativo. Foram feitas entrevistas semiestruturadas com oito usuários do plano free (versão gratuita) e com onze usuários do plano premium (versão paga). Os entrevistados do plano free afirmaram que por vezes os anúncios não os incomodam e que em geral lidam bem com os anúncios do app. Já os usuários do plano premium afirmaram que um dos principais motivos que os fazem assinar a versão paga é o fato de não ouvir o anúncio, o que, consequentemente lhes proporciona ouvir música sem interrupções. Os entrevistados apontam outros usos e outras relações com os anúncios e com a publicidade do próprio aplicativo, expondo que as prioridades variam assim como o tempo de uso do aplicativo, que é um dos pontos que definem se o usuário pagará ou não pelo serviço.

Biografia do Autor

Luiz Felipe Zago, Curso de Jornalismo - Universidade Luterana do Brasil.
Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação, na Linha de Pesquisa Pedagogias e Políticas da Diferença, e Professor do Curso de Comunicação Social - Jornalismo da Universidade Luterana do Brasil (Campus Canoas). Membro do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da mesma instituição. Editor-gerente da Revista Textura. Graduado em Comunicação Social pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), Mestre (2009) e Doutor (2013) em Educação pelo Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da UFRGS na Linha de Pesquisa em Educação, Sexualidade e Relações de Gênero. Já atuou como jornalista e assessor de comunicação. Foi coordenador e consultor de projetos de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, HIV/Aids entre homens que fazem sexo com homens das cidades de Porto Alegre e região metropolitana, tendo sido militante no movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) durante 7 anos. Atuou como consultor técnico na Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde da Brasil. Suas áreas de interesse são relações de gênero, corpo, sexualidade, Direitos Humanos, produção de subjetividades, mídia radical alternativa, ódio/violênica e ética.
Caroline de Lima Andreoli, Universidade Luterana do Brasil (Canoas, Rio Grande do Sul).

Jornalista. Curso de Comunicação Social da Universidade Luterana do Brasil (Canoas, Rio Grande do Sul).

Publicado
2020-12-31
Como Citar
Zago, L. F., & Andreoli, C. de L. (2020). “Quer testar grátis por três meses?”. Passagens, 11(2), 72-94. Recuperado de http://periodicos.ufc.br/passagens/article/view/44257
Seção
Artigos