M.I.A. e Joe Strummer

som, enunciação e territórios existenciais

  • Nilton Faria de Carvalho Universidade Metodista de São Paulo

Resumo

Este trabalho compreende o som como elemento de um campo de enunciação. A partir das obras de M.I.A. e Joe Strummer, observa-se como a sonoridade está vinculada, antes de tudo, a um campo existencial. O enunciado, assim, antecede uma semiótica fundada em questões globais e políticas de nosso tempo. A análise semiótica aproxima a teoria da enunciação de Mikhail Bakhtin (2003) ao conceito ontológico de novos territórios existenciais, de Félix Guattari (2006), para entender a música tanto como participante de uma esfera dialógica de afetos, semioses e intertextualidade, como vinculada a existências e singularidades. Ao final, a escuta musical será repensada como experiência comunicacional que dá acesso a realidades, para além dos paradigmas da música pop.

Biografia do Autor

Nilton Faria de Carvalho, Universidade Metodista de São Paulo

Doutor em Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo. Mestre em Comunicação pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e graduado em Jornalismo pela mesma instituição. Foi repórter de web TV e produziu conteúdo para jornal e revista - em editorias de Cidades, Cultura, Política, entre outros. Possui, também, experiência em agências de comunicação e conteúdo. Atualmente é responsável pelo setor de Comunicação do Centro de Referência para Refugiados da Caritas São Paulo. Membro do grupo de pesquisa Mídia, Arte e Cultura, estuda experimentalismos, hibridizações, diferenças e experiência comunicacional na música pop, trabalho financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (CAPES).

Publicado
2022-02-16
Como Citar
Carvalho, N. F. de. (2022). M.I.A. e Joe Strummer. Passagens, 12(2), 123-142. Recuperado de http://periodicos.ufc.br/passagens/article/view/70817
Seção
Dossiê Semiótica e Culturas da Comunicação