Tutoria como metodologia de Ensino a Distância (EaD)

relato de experiência na qualificação para a Atenção Básica

Palavras-chave: Atenção Básica em Saúde, Educação Superior, Ensino a Distância

Resumo

Introdução: o Programa Mais Médicos (PMM) inseriu profissionais de diferentes nacionalidades no Sistema Único de Saúde (SUS), o que gerou a necessidade de educação permanente para sua atuação nos diferentes cenários do País, de modo que a educação a distância se mostrou ferramenta acessível para indivíduos de diversas localidades. Métodos: trata-se de um relato de experiência sobre a tutoria na Universidade Aberta do SUS (UNASUS) junto ao Curso de Especialização em Atenção Básica em saúde para médicos inscritos no PMM e Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (PROVAB). O curso teve duração de doze meses, com carga horária de 390 horas. Cada tutor foi responsável por uma turma de, aproximadamente, 30 discentes. Resultados: a tutoria, no ensino a distância online, contribui para a formação discente e docente, pois se ancora no desenvolvimento do processo crítico-reflexivo como método de ensino; permite o enfrentamento de desafios encontrados na educação a distância e contribui para a resolubilidade da Atenção Básica. Conclusão: o ensino a distância possibilita o compartilhamento de informações de maneira equânime e universal. Necessita-se fomentar o aprendizado crítico e reflexivo por meio de novas e abrangentes práticas de ensino que possibilitem romper barreiras geográficas e paradigmáticas no campo da formação em saúde com vistas à qualificação do SUS e melhoria do acesso e da resolubilidade na assistência à saúde.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Kátia Jamile da Silva, Núcleo de Atendimento Personalizado à Saúde. Espaço Viver Bem. Unimed Chapecó

Enfermeira Trainee no Núcleo de Atendimento Personalizado à Saúde, Unimed Chapecó, graduada em Enfermagem pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), pós-graduanda em Gestão Estratégica de Organizações da Saúde. Integrante do Grupo de Estudo sobre Saúde e Trabalho (GESTRA) e participante do Projeto de Pesquisa intitulado: Cuidado e Gestão em Enfermagem como Saberes na Rede de Atenção à Saúde: proposições para as melhores práticas. Participante do Programa de Mobilidade Estudantil da UDESC, na Universidade do Minho, Braga, Portugal.

Michelle Kuntz Durand, Universidade Federal do Paraná

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (2001) e Especialização em Saúde da Família pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (2012). Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC (2016). Pós-doutorado em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC (2018). Membro do Laboratório de Pesquisa em Enfermagem e Promoção da Saúde (LAPEPS) da UFSC e do Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva (NESC) da UFPR. Professora Adjunto do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina na disciplina de O cuidado no processo de viver humano I - Condição Clínica de Saúde.

Carine Vendruscolo, Universidade do Estado de Santa Catarina

Pós Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/2019). Doutora em Enfermagem e Mestre em Saúde Pública pela UFSC. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), na graduação e Mestrado Profissional em Enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Representante das Universidades junto à Comissão de Integração Ensino Serviço (CIES) Regional e no Estado de SC. Lider do Laboratório de Inovação e Tecnologias para a Gestão do Cuidado e Educação Permanente em Saúde (LABIGEPS/UDESC), membro do Grupo de Estudos sobre Saúde e Trabalho (GESTRA/UDESC) e do Grupo de Pesquisa Educação em Enfermagem e Saúde (EDEN/UFSC). Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em saúde coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: Atenção Primária à Saúde, Políticas Públicas de Saúde, Formação em Saúde e Enfermagem, Educação Interprofissional e Permanente em Saúde e Promoção da Saúde.

Margarete Maria de Lima , Universidade Federal de Santa Catarina

Enfermeira Obstetra. Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC. Mestre em Enfermagem PEN/UFSC. Professora Adjunto na UFSC. Vice-líder do Laboratório Interprofissional de Pesquisa e Inovação Tecnológica em Saúde Obstétrica e Neonatal - LAIPISON. Pesquisadora do EDEN - Laboratório de Pesquisa e tecnologia em Educação em Enfermagem e Saúde. Docente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFSC e do Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde do HU/UFSC, ênfase Saúde da Mulher. Docente do Curso de Graduação em Enfermagem/UFSC, na disciplina de processo de Viver Humano IV- saúde da mulher. Coordenadora de Extensão do Departamento de Enfermagem da UFSC.

Referências

Pinto H, Oliveira F, Santana J, et al. Programa Mias médicos: avaliando a implantação do Eixo Formação de 2013 a 2015. Interface (Botucatu) [Internet]. Ago. 2017 [acesso em 15 ago. 2019]; 21(Supl.1): 1087-101. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v21s1/1807-5762-icse-1807-576220160520.pdf.

Netto J, Rodrigues A, Aragão O, et al. Programa Mais Médicos e suas contribuições para a saúde no Brasil: revisão integrativa. Rev. Panam. Salud Publica [Internet]. Jun. 2018 [acesso em 9 ago. 2019]; 42(2). Disponível em: https://doi.org/10.26633/RPSP.2018.2.

Brasil. Lei nº 12.871, de 22 de outubro de 2013. Institui o Programa Mais Médicos, altera as Leis nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e nº 6.932, de 7 de julho de 1981, e dá outras providências. Diário Oficial da União, 22 out. 2013. [Acesso em 15 ago. 2019]. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12871.htm.

Vendruscolo C, Ferraz F, Prado L, et al. Integração ensino-serviço e sua interface no contexto da reorientação da formação na saúde. Interface, Com. Saúde, Edu. [Internet]. Fev. 2016 [acesso em 15 ago. 2019]; 20(59): 1015-25. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v20n59/1807-5762-icse-1807-576220150768.pdf.

Freire P. Pedagogia do oprimido. 51ª Ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra; 2015.

Brasil. UMA-SUS. PROVAB. [Acesso em 29 jul. 2019]. Disponível em <https://www.unasus.gov.br/programa/provab>.

Brasil. Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017. Regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 , que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União 25 mai. 2017. [Acesso em 27 jul. 2019]. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Decreto/D9057.htm#art24>.

Mezzari A. O uso da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) como reforço ao ensino presencial utilizando o ambiente de aprendizagem Moodle. Rev. bras. educ. med., 2011, 35(1): 114-121.

Oliveira FP et al. “Mais Médicos”: Mais Médicos: um programa brasileiro em uma perspectiva internacional. Interface (Botucatu) [Internet]. 2015 [acesso em 15 ago. 2019]; 19(54): 623-634. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832015000300623&lng=en&nrm=iso&tlng=en.

Freire RJ, Silvia CBG, Costa MV, Forster AC. Educação Interprofissional nas políticas de reorientação da formação profissional em saúde no Brasil. Saúde em Debate. 2019;43(1):4-96.

Laguardia J, Casanova Â, Machado R. A experiência de aprendizagem on-line em um curso de qualificação profissional em saúde. Trab. educ. saúde. 2010; 8(1): 97-122.

Durand, MK, Heidemann ITSB. Promoção da autonomia da autonomia da mulher na consulta de enfermagem em saúde da família. Ver. Esc. Enferm. USP. [Internet] 2013; [Acesso em 14 ago. 2019]; 47(2): 288-95. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v47n2/03.pdf.

Freire P. Conscientização: teoria e prática da libertação- uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Centauro; 2001, p.116.

Freire P. Educação e Mudança. 34. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2011.

Filho CCS. Educação para paz na formação em saúde: diálogos e utopias em Paulo Freire [tese]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2017. 295 p.

Vendruscolo C, Ferraz F, et al. Integração ensino-serviço em saúde: diálogos possíveis a partir da cogestão de coletivos. Esc. Anna Nery [Internet] 2018; [acesso em 15 jul. 2019]; 22(4). Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v22n4/pt_1414-8145-ean-22-04-e20180237.pdf.

Vendruscolo C, Trindade L, Prado M, et al. Repensando o modelo de Atenção em Saúde mediante a reorientação da formação. REBEN [Internet]; Mar. 2017 [acesso em 28 jul. 2019]; 71(suppl.4): 1674-82. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v71s4/pt_0034-7167-reben-71-s4-1580.pdf.

Borges JPF, Coelho JFA, Faiad C, Rocha NF. Diagnóstico de competências individuais de tutores que atuam na modalidade a distância. Educ. Pesqui., 2014; 40(4): 935-951.

Campos GWS. Mais médicos e a construção de uma política de pessoal para a Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS). Interface (Botucatu) [Internet]. Set. 2015 [acesso em 01 ago. 2019]; 19(54): 641-642. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1807-57622015.0286.

Miranda GMD, Mendes ACG, Silva ALA, et al. A ampliação das equipes de saúde da família e o Programa Mais Médicos nos municípios brasileiros. Trab Educ Saúde. 2017; 15(1): 131-45.

Pinto H, Oliveira F, Santana J, et al. Programa Mais Médicos: avaliando a implantação do Eixo Provimento de 2013 a 2015. Interface (Botucatu) [Internet] 2017; [acesso em 24 jul. 2019]; 21(suppl.1): 1087-101. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/icse/v21s1/1807-5762-icse-1807-576220160520.pdf.

Silva BP, Stockmann D, Souza LD, Henna E, et al. Ampliação do acesso à saúde na região mais vulnerável do estado de São Paulo, Brasil: reflexo do Programa Mais Médicos? Cienc Saude Coletiva. 2016; 21(9): 2899-906.

Viacava F, Oliveira RAD, Carvalho CC, Laguardia J, Bellido JG. SUS: oferta, acesso e utilização de serviços de saúde nos últimos 30 anos. Ciência & Saúde Coletiva [Internet]. 2018 [Acesso em 18 ago. 2019]; 23(6): 1751-62. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2018.v23n6/1751-1762/.

Silva NA, Santos AMG, Cortez EA, Cordeiro BC. Limites e possibilidades do ensino a distância (EaD) na educação permanente em saúde: revisão integrativa. Ciênc. saúde coletiva [Internet] abr. 2015; [Acesso em 30 ago. 2016]; 20(4): 1099-1107. Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232015000401099&lng=en.

Alves L. Educação a distância: conceitos e história no Brasil e no mundo. Assoc. Bras. Ed. Dist. (Internet). 2011; 10: 83-92. Disponível em: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2011/Artigo_07.pdf Acesso em 31.05.2016.

Publicado
2020-12-22