A primeira pessoa, que não existe: Derrida, Benveniste
DOI:
https://doi.org/10.36517/arf.v18i1.95744Palavras-chave:
Primeira pessoa. Autobiografia. Émile Benveniste. Jacques Derrida.Resumo
O artigo investiga os impasses que a escrita em primeira pessoa instaura no cânone filosófico moderno a partir das posições de Émile Benveniste e Jacques Derrida. A análise é proposta em três etapas. Na primeira, se assinala o conjunto de problemas que define a resistência canônica ao discurso autobiográfico a partir da Modernidade. Em seguida, se retoma a leitura feita por Benveniste em torno da teoria dos atos de fala de J. Austin e sua reformulação na hipótese do Eu como forma linguística vazia. Por fim, se reconstitui as críticas de Derrida a Benveniste e suas consequências para uma nova topologia discursivo-filosófica.
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