Admiração filosófica: origem conceitual, critérios procedimentais e resistência ao óbvio
DOI:
https://doi.org/10.36517/arf.v18i1.96526Palavras-chave:
Admiração. Maravilhamento. Conceito. Procedimentos. Filosofar. Obviedade.Resumo
A admiração (o maravilhamento) é o ponto de partida do filosofar. No presente artigo, almejo encontrar algumas chaves hermenêuticas para compreendê-la. Para alcançar tal propósito, revisito criticamente algumas teses acerca da temática. Provém daí, primeiramente, a necessidade de reconhecer a sua origem conceitual, que remete ao arcabouço platônico-aristotélico. A seguir, reviso alguns critérios procedimentais sobre o modo como a atitude admirativa fora situada nas etapas do fazer filosófico, sem desconsiderar que a dificuldade de a designar também contribui para a ausência de um ponto de vista unânime acerca deste tópico. Em última instância, para além do enquadramento teórico da discussão, explicitado através de determinadas invariantes, a origem do filosofar, concretizada na experiência admirativa, transcende a obviedade irrefletida, pois altera substancialmente a relação humana com a totalidade do real.
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