Vontade e política em Agostinho: a constituição de um paradigma ético-político formal na Idade Média
Palabras clave:
Agostinho. Vontade. Política. Idade Média.Resumen
Agostinho é tido como um dos grandes promulgadores da tradição cristã no início da Idade Média, suas obras se tornaram uma das bases para o pensamento cristão medieval, influenciando filósofos e teólogos. Nosso objetivo neste artigo é argumentar, e demonstrar, que Agostinho, em vista de sua importante obra, estabeleceu as bases de um paradigma ético-político formal, tendo como pilares: I – sua concepção de vontade; II – sua teoria política das ‘duas cidades’; por fim, III – a ruptura com o modelo clássico entre indivíduo e corpo político. Tal paradigma ético-político coloca em destaque o formalismo da autonomia da vontade em detrimento das contingências materiais. No campo político, esta perspectiva desloca o foco das necessidades concretas inerentes às relações políticas, estabelecendo uma predominância do ético sobre o político, do formal sobre o material. Em nosso itinerário, apresentaremos primeiro os fundamentos da vontade no pensamento agostiniano, em seguida, sua teoria política a partir da concepção de ‘duas cidades’, por fim, apresentaremos como este paradigma agostiniano, predominantemente formal, desloca o indivíduo da materialidade política para o formalismo ético, rompendo com os fundamentos da tradição clássica.
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