Sobre o riso em Aristóteles

Autores

  • Juliana Peixoto Universidade Federal de São Paulo

    DOI:

    https://doi.org/10.36517/arf.v6i12.19067

    Palavras-chave:

    Riso. Repouso. Vida. Mediania. Felicidade.

    Resumo

    Interessa-me, nesse estudo inicial, examinar o lugar que ocupa o riso na obra de Aristóteles. Há poucas ocorrências no corpus aristotelicum do termo gélôs (riso), bem como das suas formas adjetivadas e verbais. Passo, portanto, rapidamente por algumas considerações presentes nas obras de biologia, pela Poetica e detenho-me sobretudo em Ethica Nicomachea. Apesar da ausência de uma investigação empreendida pelo próprio Estagirita do tema em questão, bastante conhecida é a afirmação aristotélica de que o único animal que ri é o humano (cf. De partibus animalium 673a9). Somente essa asserção parece-me tornar relevante um exame mais cuidadoso dessa noção, visto que se o riso na concepção do filósofo não define o humano, certamente é algo próprio do humano que possibilita o riso.

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    Publicado

    2014-07-01

    Edição

    Seção

    Dossiê Filosofia Antiga

    Como Citar

    Peixoto, J. (2014). Sobre o riso em Aristóteles. Argumentos - Revista De Filosofia, 6(12). https://doi.org/10.36517/arf.v6i12.19067