Governança corporativa em bancos de naturezas distintas: Um estudo comparativo entre o Banco do Brasil S.A. e bancos privados
DOI:
https://doi.org/10.36517/contextus.2026.96626Palavras-chave:
governança corporativa, bancos, B3, CVM, controle acionárioResumo
Contextualização: O setor bancário brasileiro combina bancos privados e estatais de capital aberto, articulando práticas de mercado e diretrizes estatais, o que gera desafios de governança. A diversidade estrutural exige compreender como o tipo de controle influencia incentivos e práticas como independência dos conselhos, compliance, transparência e representação de minoritários.
Objetivo: Este estudo teve como objetivo identificar as diferenças nas práticas de governança corporativa entre o Banco do Brasil S.A. e os principais bancos privados do país.
Método: A pesquisa utiliza estudo de caso múltiplo para analisar práticas de governança em quatro bancos brasileiros (estatal e privados). A coleta de dados foi feita por análise documental de relatórios e códigos oficiais dos últimos cinco anos, extraídos de fontes confiáveis como B3, CVM e Banco Central.
Resultados: Em geral, os bancos atendem aos requisitos mínimos, mas diferem na forma de internalizar pressões regulatórias, demandas de mercado e expectativas sociais. Todos convergem em práticas essenciais, reflexo da forte regulação e da importância da confiança. As diferenças surgem na profundidade dessas práticas: Banco do Brasil destaca-se pelo Novo Mercado e IGG, Itaú pela reputação, Bradesco pela gestão profissionalizada e Santander pelos padrões globais de conformidade.
Conclusões: O estudo demonstra que a governança corporativa no setor bancário brasileiro resulta da interação entre propriedade, regulação e objetivos institucionais, ao invés de um modelo único.
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