AS INFÂNCIAS AFRO-DIASPÓRICAS COMO CENTRAIS

UM ESTUDO AFROPERSPECTIVISTA

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36517/eemd.4896.97382

Palabras clave:

infâncias afro-diaspóricas, epistemologias africanas, afrocentricidade

Resumen

O artigo propõe uma análise documental entre duas representações visuais do século XIX: a pintura “O Jantar”, do francês Jean-Baptiste Debret, e uma escultura yorubá de Ibeji. Ambas são mobilizadas como registros simbólicos e epistemológicos para refletir sobre as representações das infâncias afro-diaspóricas no Brasil. Enquanto a obra de Debret é lida como expressão de uma perspectiva colonial e eurocêntrica, a escultura de Ibeji representa uma cosmopercepção africana, fundamentada na ancestralidade e na centralidade dos gêmeos na tradição yorubá. A análise baseia-se nos referenciais teóricos da afrocentricidade e da afroperspectiva, com o intuito de deslocar o olhar do paradigma colonial para uma abordagem em que os sujeitos africanos e afro-diaspóricos são compreendidos como agentes de suas próprias epistemologias. O estudo não se limita a uma comparação estética, mas busca compreender como essas imagens constroem sentidos sobre as infâncias negras, atuando na disputa por memória, humanidade e liberdade.

Biografía del autor/a

  • Higor Luan Santos Camargo

    Mestrando em Educação pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bolsista CAPES. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2282-2833. Correio eletrônico: higorcamargors@gmail.com.

  • Caroline Terra de Oliveira

    Doutora em Educação Ambiental pela Universidade Federal de Rio Grande (FURG). Professora Adjunta no Departamento de Pós-Graduação em Educação da UFPel. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9710-1382. Correio eletrônico: caroline.terraoliveira@gmail.com.

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Publicado

2026-07-20