Considerações sobre o estrato fonológico na descrição sistêmico-funcional de textos instanciadores de gêneros orais
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-9esp2031Keywords:
Narrativa ficcional. FUNÇÕES DE FALA. Estrato fonológico.Abstract
A aplicação do aparato sistêmico-funcional às análises de textos instanciadores de gêneros orais em língua portuguesa, em geral, não considera aspectos do estrato fonológico. A fim de demonstrar sua relevância, em especial, para a descrição de textos orais, neste trabalho, buscamos: (1) estender o sistema de funções de fala à descrição de outras tipologias de textos orais para além da tipologia conversacional; e (2) demonstrar a aplicação descritiva dos aspectos entoacionais por meio dos sistemas de tom, tonalidade, tonicidade e ritmo a fim de nortear a identificação da unidade semântico-discursiva de movimento. Nossa proposta segue o modelo de descrição do estrato fonológico, desenvolvido em Halliday e Greaves (2008), as aplicações ao português propostas por Cagliari (1981, 2012), bem como a proposta de relação entre os critérios prosódicos e o sistema semântico-discursivo de funções de fala, desenvolvido por Eggins (1990) e ampliado em Slade (1996) e Eggins e Slade (2006). Realizamos a análise do estágio de orientação de dois textos instanciadores de gêneros orais, a partir das seguintes categorias: classe de movimentos, modos oracionais, ritmo, tons e grupos tonais. Nossos resultados revelam a identificação de movimentos com base nos critérios prosódicos e lexicogramaticais em textos não conversacionais, constituindo sequências monologais continuativas, que cumprem a função de prover mais informações acerca da narrativa construída, e sequências interacionais não continuativas, revelando que o aspecto interacional é resultado da funcionalidade de movimentos e não do número de participantes.References
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