A justaposição em propagandas: uma análise semântica, pragmática e semiótica

Authors

  • Adriana Cristina Lopes Gonçalves Mallmann Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ)

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321-12584

    Keywords:

    justaposição, propagandas, pragmática, Gramática do Design Visual. Afinidade semântica.

    Abstract

    A gramática normativa, no que se refere à estruturação do período composto, associa a justaposição às orações coordenadas assindéticas, descrevendo a justaposição como meramente uma questão de forma. Entretanto, analisando dados reais de interação, no caso deste estudo, as propagandas, atesta-se que, conforme proposto por Gonçalves Mallmann (2021), Gonçalves (2017) e Dias (2009), a justaposição é um processo sintático caracterizado pela autonomia sintática, por uma interdependência semântica e pela ausência de conector entre estas cláusulas. Assim, parte-se do questionamento proposto por Decat (2001), de que a justaposição é uma estratégia comum em propagandas, para verificar se, por apresentar um caráter semanticamente produtivo e aparentemente simples, a justaposição atenderia às demandas do gênero textual propaganda. Diante desse cenário, buscou-se, por meio dos parâmetros da Gramática do Design Visual de Kress; Van Leeuwen (2006) e do mapa cognitivo das afinidades semânticas propostas por Kortmann (1997), observar se os recursos pragmáticos e semióticos empregados nas peças publicitárias, em conjunto com o conteúdo circunstancial implícito nas cláusulas justapostas, corroboram com a finalidade comunicativa do gênero propaganda. Assim, a partir de 22 (vinte e dois) dados, apontam-se algumas reflexões acerca da relação expressiva e produtiva entre a justaposição e o gênero textual propaganda. As análises e discussões estabelecidas confirmam a hipótese de Decat (2001) de que emergem inferências circunstanciais na combinação destas cláusulas, elemento característico das orações justapostas. Além de serem um caracterizador das justapostas, as inferências relacionam-se com os elementos linguísticos e semióticos das propagandas, atendendo plenamente à função comunicativa das mídias.

    Author Biography

    • Adriana Cristina Lopes Gonçalves Mallmann, Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp-UERJ)
      Adriana Cristina Lopes Gonçalves Mallmann possui graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2013), mestrado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2017) e doutorado em Letras (Letras Vernáculas) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2021). Foi professora substituta de Língua Portuguesa (2016) no Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e professora de Língua Portuguesa na Escola SESC de Ensino Médio (ESEM). Atualmente é professora de língua portuguesa, literatura e redação do  Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira (CAp), vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Sintaxe, mais especificamente, no âmbito do período composto. Desenvolve pesquisas nos campos da sintaxe, prosódia e pragmática, atuando principalmente nos seguintes temas: interface sintaxe-prosódia e análise discursiva-funcional. Seus trabalhos se concentram majoritariamente em teorias funcionalistas de base americana.

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    Published

    2023-04-30

    Issue

    Section

    2023.1: Dossiê: Articulação de orações

    How to Cite

    A justaposição em propagandas: uma análise semântica, pragmática e semiótica. Entrepalavras, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 63–78, 2023. DOI: 10.22168/2237-6321-12584. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99695. Acesso em: 21 sep. 2026.