A variação de preposições com verbo ir de movimento em comunidades rurais do semiárido baiano
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321.2.2.1.306-325Palabras clave:
Variação, Preposições a, para e em, Verbo ir de movimento.Resumen
Este artigo consiste na análise da regência variável do verbo ir de movimento no dialeto das comunidades de Matinha, distrito de Feira de Santana, Piabas, localizada no município de Caém, antigo distrito de Jacobina, Barra/Bananal e Mato Grosso, na Chapada Diamantina, Casinhas, Tapera e Lagoa do Inácio, em Jeremoabo. Para o desenvolvimento da pesquisa, foi utilizada uma amostra extraída de 72 informantes que compõem o corpus do Projeto “A Língua Portuguesa no Semiárido Baiano”. Baseado no âmbito da Sociolinguística Variacionista, o presente estudo é direcionado para descrever o fenômeno da variação que envolve as preposições a, para e em introduzidas pelo verbo ir de movimento e analisar os fatores condicionantes (linguísticos e sociolinguísticos) do uso dessas preposições. Os resultados apontam indícios de uma mudança praticamente concluída, visto ter-se encontrado apenas seis ocorrências com a preposição a. Dentre as 582 ocorrências que constituem os corpora, destacam-se 418 realizações com a variante para (71%) e 164 com a variante em (29%). O programa estatístico Goldvarb 2001 selecionou as variáveis grau de definitude do nome locativo, permanência no local, pessoa do discurso, comunidade, tempo verbal, sexo/gênero, escolaridade, (in)determinação do sujeito e narratividade do discurso como as determinantes na regência variável do verbo ir de movimento.Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Todos artigos são publicados sob os termos da licença Creative Commons Attribution (CC BY NC 4.0). Sob esta licença, os autores mantêm a propriedade dos direitos autorais de seu conteúdo, mas permitem que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, e, embora os novos trabalhos tenham de lhe atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.


