Hipocorísticos Sensíveis ao Acento Primário da Forma de Base
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321.2.2.1.9-24Palabras clave:
Hipocorísticos, Teoria da Otimalidade, Morfologia Prosódica.Resumen
Neste trabalho é feita uma análise dos hipocorísticos do português brasileiro, especificamente dos hipocorísticos coletados na cidade de Belo Horizonte-MG, sob a perspectiva da Teoria da Otimalidade (McCarthy e Prince, 1993) e Teoria da Correspondência (McCarthy e Prince, 1995). Entende-se por Hipocorístico o processo usado na linguagem familiar para transmitir carinho (cf. Borba, 1971: 82) ou qualquer palavra criada por afetividade (cf. Câmara Jr., 1968:193), incluindo-se aí certos diminutivos (filhinho, benzinho, titia, tetéia, dodói, etc...). Vê-se logo que tais conceitos são bastante amplos, tornando-se, pois, necessária uma delimitação mais rígida. Em sentido restrito, o Hipocorístico designa uma alteração do prenome ou sobrenome, mas essa alteração mantém a identidade com a forma original. Este artigo argumenta, conforme proposta de Gonçalves (2005), que Hipocorísticos compreendem morfologia não-concatenativa porque acessam informações prosódicas e estão submetidos às exigências fonológicas da língua para serem reduzidos a um tamanho definido. Seguindo Gonçalves (2005) e Piñeros (2000), pode-se dizer que a compreensão dos Hipocorísticos dá-se em um espaço multidimensional, no qual primitivos morfológicos interagem com primitivos prosódicos.Descargas
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