Hipocorísticos Sensíveis ao Acento Primário da Forma de Base

Autores/as

  • Lirian Daniela MARTINI Doutora pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321.2.2.1.9-24

    Palabras clave:

    Hipocorísticos, Teoria da Otimalidade, Morfologia Prosódica.

    Resumen

    Neste trabalho é feita uma análise dos hipocorísticos do português brasileiro, especificamente dos hipocorísticos coletados na cidade de Belo Horizonte-MG, sob a perspectiva da Teoria da Otimalidade (McCarthy e Prince, 1993) e Teoria da Correspondência (McCarthy e Prince, 1995). Entende-se por Hipocorístico o processo usado na linguagem familiar para transmitir carinho (cf. Borba, 1971: 82) ou qualquer palavra criada por afetividade (cf. Câmara Jr., 1968:193), incluindo-se aí certos diminutivos (filhinho, benzinho, titia, tetéia, dodói, etc...). Vê-se logo que tais conceitos são bastante amplos, tornando-se, pois, necessária uma delimitação mais rígida. Em sentido restrito, o Hipocorístico designa uma alteração do prenome ou sobrenome, mas essa alteração mantém a identidade com a forma original. Este artigo argumenta, conforme proposta de Gonçalves (2005), que Hipocorísticos compreendem morfologia não-concatenativa porque acessam informações prosódicas e estão submetidos às exigências fonológicas da língua para serem reduzidos a um tamanho definido. Seguindo Gonçalves (2005) e Piñeros (2000), pode-se dizer que a compreensão dos Hipocorísticos dá-se em um espaço multidimensional, no qual primitivos morfológicos interagem com primitivos prosódicos.

    Publicado

    2012-06-07

    Número

    Sección

    TEORIA E ANÁLISE LINGUÍSTICA (seção vária)

    Cómo citar

    Hipocorísticos Sensíveis ao Acento Primário da Forma de Base. Entrepalavras, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 9–24, 2012. DOI: 10.22168/2237-6321.2.2.1.9-24. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/98885. Acesso em: 21 sep. 2026.