Saussure, Lyons e a partida de xadrez: comparar ou não comparar?

Autores/as

  • Matheus Rigobelo Chaud Aluno de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. São Carlos/SP

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321.3.3.2.338-343

    Palabras clave:

    Saussure, partida de xadrez, Lyons

    Resumen

    Na tradição linguística, é bem conhecida a comparação de Ferdinand de Saussure entre a língua e a partida de xadrez. John Lyons faz uma crítica um tanto quanto incisiva a esta comparação, usando, no entanto, uma abordagem questionável. Este artigo tem como objetivo revisitar o papel da comparação como ferramenta de transmissão de conhecimento, tendo como cenário dois trabalhos clássicos destes grandes nomes da Linguística. Nas obras analisadas nota-se que, enquanto Saussure faz uso extensivo de comparações, Lyons as emprega limitada e cautelosamente, evidenciando uma divergência de postura entre os autores frente a este recurso linguístico. Lyons expressa uma tendência a levar as comparações demasiadamente ao pé da letra, em lugar de explorar suas características de similaridade. Essa atitude mostra-se pouco cooperativa e falha ao deixar de reconhecer todo o potencial didático proporcionado pelas comparações.

    Biografía del autor/a

    • Matheus Rigobelo Chaud, Aluno de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. São Carlos/SP
      Mestrando em Linguística na Universidade Federal de São Carlos. Experiência como Professor de Inglês (2000 - 2008) e atuação profissional na área de Tradução e Ensino de Inglês.

    Publicado

    2013-11-30

    Número

    Sección

    Resenhas

    Cómo citar

    Saussure, Lyons e a partida de xadrez: comparar ou não comparar?. Entrepalavras, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 338–343, 2013. DOI: 10.22168/2237-6321.3.3.2.338-343. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/98953. Acesso em: 21 sep. 2026.