Eu escolhi esperar ou o funcionamento do discurso da temperança
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321.5.5.1.20-30Resumen
Neste artigo, analisamos o funcionamento do discurso da temperança no movimento Eu escolhi esperar. Para tal intento, partimos dos seguintes questionamentos: que estratégias discursivas são utilizadas pelo movimento Eu escolhi esperar, com vistas a angariar adeptos e produzir efeitos de sentido sobre o público jovem, em torno das questões que constroem verdades sobre a sexualidade? De que modo os discursos desse movimento relacionam-se à proposição de condutas marcadamente afetadas por uma temperança, historicamente localizável, a partir das discussões foucaultianas? Frente a essas questões, acreditamos que as reflexões de Foucault (1998; 2005), dada a precipuidade e a pertinência de suas teorizações, potencialmente servirão de norte para o gesto analítico mobilizado neste artigo. O corpus é composto por quatro postagens do Eu escolhi Esperar no Facebook, coletadas no mês de dezembro de 2014. As análises denotam que o temperante de que fala o movimento em estudo apresenta pontos de aproximação e de distanciamentos da temperança presente nas investigações foucaultianas.
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