Muitas gramáticas, muitas normas: por que ensinar língua padrão?

Autores/as

  • Marcelo Moraes Caetano Professor adjunto da UERJ Membro titular da Academia Brasileira de Filologia

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321.6.6.2.292-306

    Palabras clave:

    Normas. Gramáticas. Norma-padrão.

    Resumen

    A linguagem, com a pluralidade que seu conteúdo encerra, se realiza na expressão de uma língua concreta, atravessada pela interdiscursividade, patenteada na multiplicidade de textos, de que tratam autores como Charaudeau e Maingueneau (2011). Toda língua, por ser imanente a pessoas com histórias e culturas diversas, apresenta extensa diversidade discursiva, refletida nos domínios ou comunidades diferentes que dela lancem mão. Todos esses diversos domínios, no entanto, apresentam normas para que seus falantes se compreendam. Essas normas, quando agrupadas em conjuntos, podem ser consideradas como gramáticas que perpassam e descrevem as variantes da língua em questão, o que ocasiona uma polissemia inerente aos conceitos de “gramática” e de “norma”. Cabe à escola a perspectiva de, dialeticamente às variantes havidas por diversos fatores, apresentar ao aluno a variante da língua chamada padrão, porque tal variante é adequada a certos contextos situacionais e, por isso, seu conhecimento permite o acesso pleno à cidadania, como mostra Azeredo (2008). Procuro, neste artigo, explicitar essa afirmação, bem como esboçar meios para que haja êxito no ensino da gramática da norma padrão, alicerçado num conjunto de práticas que envolve a prescrição (evidenciada por estudiosos como BECHARA, 1990), a subjetividade (encarecida por linguistas como BENVENISTE, 1998) e a alteridade (presente nos trabalhos de FIORIN, 2006; NEVES, 2000 e ANTUNES, 2003).

    Biografía del autor/a

    • Marcelo Moraes Caetano, Professor adjunto da UERJ Membro titular da Academia Brasileira de Filologia
      Marcelo Moraes Caetano é professor adjunto de língua portuguesa e filologia românica na graduação e na pós-graduação stricto sensu da UERJ. É perito de língua portuguesa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assistente técnico da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro. Membro da Academia Brasileira de Filologia, do PEN Clube do Brasil (Rio de Janeiro) e do PEN Club International (Londres), membro correspondente efetivo da Académie des Arts, Sciences et Lettres de Paris e da Academía de Letras y Artes de Chile.

    Publicado

    2016-12-31

    Número

    Sección

    Artigos - Linguística Aplicada

    Cómo citar

    Muitas gramáticas, muitas normas: por que ensinar língua padrão?. Entrepalavras, [S. l.], v. 6, n. 2, p. 292–306, 2016. DOI: 10.22168/2237-6321.6.6.2.292-306. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99116. Acesso em: 21 sep. 2026.