Atitudes linguísticas em torno da língua de imigração e a sua (não) transmissão
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321.7.7.2.297-313Palabras clave:
Atitudes linguísticas, língua de imigração, não transmissão da língua alemã.Resumen
Este artigo apresenta reflexões sobre as atitudes linguísticas de falantes bilíngues, de uma cidade localizada no Oeste do Paraná, em dados levantados durante a Tese de Doutoramento (MARTINY, 2015) sobre políticas linguísticas em torno da língua alemã. Na referida pesquisa, de viés qualitativo, constatou-se, por meio de entrevistas, que um dos motivos para a não manutenção da língua de imigração na comunidade está diretamente relacionado ao contato com a língua de prestígio, o português, e o estigma que grupos apresentam com relação à língua minoritária, o alemão, o que culmina na decisão dos pais e avós de não a falarem mais e, ao mesmo tempo, a não transmissão dessa aos filhos. Nesse sentido, a partir do aporte teórico da sociolinguística, verifica-se a complexa relação entre sociedade e língua, refletida nas atitudes dos falantes e na diminuição da interação em alemão na localidade.
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