Produção dos verbos do inglês terminados em -ed por falantes de línguas maternas distintas

Autores/as

  • Fernanda Delatorre Universidade Federal de Santa Catarina
    • Alison Roberto Gonçalves Universidade Federal do Paraná
      • Rosane Silveira Universidade Federal de Santa Catarina

        DOI:

        https://doi.org/10.22168/2237-6321-11756

        Palabras clave:

        Produção dos verbos terminados em -ed. Influência da L1. Estratégias de simplificação silábica.

        Resumen

        A produção dos verbos terminados em -ed está entre os desafios mais frequentes para os aprendizes de inglês. A literatura mostra que eles tendem a usar a epêntese vocálica ou a omissão do -ed para produzir estes verbos. Cada participante gravou individualmente 96 sentenças com um verbo em cada, incluindo 72 verbos terminados em ed e 24 irregulares, distratores neste estudo. Os oito participantes produziram 576 verbos com 25.52% de produções diferentes da forma alvo, sugerindo que estes resultados foram influenciados pela proficiência dos participantes, a qual pareceu ser maior do que a proficiência dos participantes dos estudos anteriores sobre verbos terminados em -ed. Falantes de português brasileiro e espanhol como L1 usaram vogal epentética e omissão do -ed na produção dos verbos enquanto que falantes de alemão usaram a omissão do- ed na produção dos verbos, produzindo estruturas silábicas menos marcadas e mais próximas das estruturas silábicas das suas L1s, assim como aconteceu em estudos anteriores. A produção dos verbos foi também influenciada pela mudança no contexto que antecede ao -ed em função de dificuldades na leitura, língua materna e ortografia do verbo. Já a produção dos verbos por falantes de inglês como L1 mostrou a omissão do -ed, a qual foi possivelmente causada pela mistura ou ligação entre sons similares durante a leitura.

        Biografía del autor/a

        • Fernanda Delatorre, Universidade Federal de Santa Catarina
          Doutora em Estudos da Linguagem pelo Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários (PPGI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e mestre em Letras/Inglês e Literatura Correspondente (2006) pelo PPGI/UFSC. Também é bacharel e licenciada em Ciências Biológicas (1996) e Letras Inglês (2003 e 2009) pela UFSC. Suas áreas de interesse são ensino e aprendizagem da língua inglesa, com ênfase no estudo da pronúncia, produção, percepção e inteligibilidade do inglês pelos aprendizes brasileiros e formação de professores. Atualmente é servidora técnica-administrativa em educação lotada na Coordenadoria de Avaliação e Apoio Pedagógico da Pró-Reitoria de Graduação onde é corresponsável pelo Programa de Formação Continuada de Professores (PROFOR) da UFSC.
        • Alison Roberto Gonçalves, Universidade Federal do Paraná
          Professor Adjunto I na área de Inglês do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas (DELEM), da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Inglês - Estudos Linguísticos, na Universidade Federal de Santa Catarina (2017). Possui mestrado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pelo mesmo programa (2014), e graduação em Letras Português/ Inglês e respectivas Literaturas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2011). É membro do Núcleo de Pesquisa em Fonética e Fonologia Aplicada à Língua Estrangeira (NUPFFALE). Sua linha de pesquisa aborda perspectivas relacionadas ao desenvolvimento e ao ensino da habilidade oral, sob viés experimental ou, ainda, sob perspectivas críticas atuais de ensino de inglês sob o paradigma de inglês como língua franca. Tem experiência com ensino de Inglês como língua adicional/estrangeira para brasileiros e de Português como Língua Estrangeira. E-mail para contato: arg@ufpr.br
        • Rosane Silveira, Universidade Federal de Santa Catarina
          Possui graduação em Licenciatura Letras Português e Inglês pela Universidade Federal de Santa Catarina (1995), mestrado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998) e doutorado em Letras (Inglês e Literatura Correspondente) pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004), com bolsa sanduíche na UCLA. Em 2008, realizou estágio pós-doutoral junto ao Departamento de Linguística Aplicada e TESL do Teachers College (Columbia University). Em 2014/2015, realizou estágio pós-doutoral junto à Concordia University (bolsa CAPES) e à UFMG. É coordenadora do grupo de pesquisa Fonética e Fonologia da Língua Inglesa, atuando na linha de pesquisa Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa. Coordena, também, o Núcleo de Pesquisa e Ensino em Português Língua Estrangeira. É professora Associada I do Departamento de Língua e Literatura Estrangeiras da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de linguística aplicada, com ênfase em língua inglesa, atuando principalmente nos seguintes eixos: ensino de inglês como língua estrangeira, interfonologia português-inglês, metodologia de pesquisa quantitativa em linguística aplicada, ensino de português como segunda língua. Pesquisadora do CNPq e, atualmente, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Inglês da UFSC.

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        Publicado

        2020-04-27

        Cómo citar

        Produção dos verbos do inglês terminados em -ed por falantes de línguas maternas distintas. Entrepalavras, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 141–165, 2020. DOI: 10.22168/2237-6321-11756. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99404. Acesso em: 21 sep. 2026.