Violência verbal e argumentação em democracias
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-21831Palabras clave:
Argumentação. Democracia. Impeachment.Resumen
A argumentação nos espaços públicos de deliberação das sociedades abertas implica a responsabilidade de quem toma a palavra. A inobservância das chamadas “regras do debate” seria, assim, um exemplo do uso público da palavra irresponsável, obstaculizando a crítica. Pergunta-se, com efeito, se, no que diz respeito à votação do impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados (analisada pela transcrição do departamento de taquigrafia da instituição), essas regras básicas da argumentação teriam sido negligenciadas, tratando especificamente do estilo da abordagem. Indaga-se também como isso pode ter comprometido o debate democrático, tendo como marco teórico autores como Angenot (2008) e Danblon (2004). Além disso, com o auxílio de categorias como as propostas pela teoria das faces de Brown e Levinson (1987), com inspiração em Goffman (1974), a pesquisa apontou no sentido de que, uma vez que os deputados, independentemente de sua orientação cultural e política, tenderam, em sua maioria, a desprezarem regras inerentes ao debate, o Parlamento, entendido como a esfera pública de deliberação, revelou-se próprio das sociedades dogmáticas.
Referencias
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