A relação entre homem e máquina no filme “Ex_Machina”: aproximações e distanciamentos
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-32511Palabras clave:
Não-humano. Análise Fílmica. Pós-humano.Resumen
A globalização desencadeou mudanças em contextos coletivos e individuais da sociedade, dentre as quais se pode citar a tecnologia que, após se estabelecer nas práticas sociais, rompeu as fronteiras que delineavam a conexão entre seres humanos e as máquinas. Partindo dessa premissa, esta pesquisa objetiva investigar os efeitos de sentido produzidos na relação “humano x não-humano” no filme “Ex_Machina”, para então compreender como a personagem Ava negocia e problematiza seu processo de “humanização” por meio das significações e dos funcionamentos históricos, linguísticos e simbólicos presentes na materialidade fílmica. Para se poder alcançar o que foi estabelecido no objetivo, o estudo se ancora teoricamente nos debates pós-humanos de Heidegger (1977), Haraway (1991), Clark (2003), Hayles (2005), Marcolin (2009), Savulescu (2009), Siqueira e Medeiros (2011), Braidotti (2013), Ferrando (2016), Vilaça e Dias (2014) e Bolter (2016). Além disso, a fim de guiar as discussões, utilizou-se como estratégia metodológica a “análise fílmica” no âmbito da Análise de Discurso materialista, mobilizada nos estudos de Lagazzi (2009, 2011), que possibilitou a investigação de recortes que apresentavam um padrão de (des)humanização da personagem Ava. Com base no gesto analítico, os resultados apontaram que a interação homem versus máquina representada pelos personagens centrais Calebe e Ava se constitui como uma relação possível em aspectos verbais e visuais. Dessa forma, a humanização da personagem se apresentou como um fator inerente a sua formação, visto que foi construída por um ser humano e, por sua vez, suas características elementares se interconectam com as ações humanas, apesar de suas outras características inumanas.
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