O conceito NATUREZA em propagandas sociais: o papel das metáforas e dos frames na construção de sentidos
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-12738Palabras clave:
campanhas e anúncios publicitários, construção de sentidos, metáforas, frames, natureza.Resumen
Investigamos, neste trabalho, o modo pelo qual mecanismos cognitivos se inter-relacionam no processo de construção de sentidos em torno do conceito NATUREZA. Para esse fim, expomos brevemente a Teoria da Metáfora Conceptual (LAKOFF; JOHNSON, 1980 [2002]); e centramos nossa discussão nas noções de metáfora situada (VEREZA, 2013, 2016) e de frame (DUQUE, 2015, 2017). No tocante aos aspectos metodológicos, propomos uma pesquisa de natureza qualitativa, posto que pretendemos identificar, por meio de uma determinada amostra, as características de um fenômeno específico – a categorização do conceito NATUREZA, em nosso caso (GIL, 2008); o corpus é composto por três textos multimodais pertencentes à categoria discursiva PROPAGANDA SOCIAL, que, segundo Pinho (1990), contempla campanhas sobre diversas causas sociais – para este artigo, selecionamos campanhas que alertam a população sobre a preservação do meio ambiente; e utilizamos, como ferramenta metodológica, o grafo (SOUZA; DUQUE, 2018), que, em linhas gerais, busca demonstrar as conexões estabelecidas entre mecanismos cognitivos durante o processo de construção de sentidos. Os resultados obtidos pela análise mostram que a metáfora, construída com o auxílio da linguagem verbal e não-verbal, apresenta caráter multimodal. Além disso, os dados apontam, para além da natureza cognitiva, teor discursivo subjacente às metáforas.Referencias
DUQUE, P. H. Discurso e cognição: uma abordagem baseada em frames. Anpoll. v. 1, n. 39, p. 25-48, 2015.
DUQUE, P. H. De perceptos a frames: cognição ecológica e linguagem. SCRIPTA, v. 21, n. 41, p. 21-45, 2017.
EVANS, V.; GREEN, M. Cognitive Linguistics: an introduction. Edinburgh: Edinburgh University Press, 2006.
FILLMORE, C. J. Frame semantics and the nature of language. In: HARNARD, S. R.; STEKLIS, H. D.; LANCASTER, J. (eds.). Origins and evolution of language and speech. Nova York: New York Academy of Sciences, 1976.
FILLMORE, C. J.; BAKER, Collin F. A Frames Approach to Semantic Analysis. In: HEINE, B.; NARROG, H. (Eds.). The Oxford Handbook of Linguistic Analysis. Oxford: OUP, 2009. p. 313-339.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisas sociais. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
LAKOFF, G. Women, fire and dangerous things: what categories reveal about the mind. University of Chicago Press, 1987.
LAKOFF, G. The Contemporany Theory of Metaphor. In: ANDREW, O. (ed.). Metaphor and Thought. 2. ed. Cambridge University Press, 1992.
LAKOFF, G.; JOHNSON, M. Metaphors we live by. University of Chicago Press, 1980.
LAKOFF, G.; JOHNSON, M. Metáforas da vida cotidiana. Tradução de Mara Zanotto. Campinas: Mercadão das letras, 2002.
PINHO, J. B. Propaganda institucional: usos e funções da propaganda em relações públicas. 4. ed. São Paulo: Summus, 1990.
SOUZA, E. W. E. de; DUQUE, P. H. O processo cognitivo-discursivo de construção de sentido em notícias e piadas: uma abordagem baseada em frames. DLCV, v. 14, n. 2, 2018. p. 377-401.
VEREZA, S. C. “Metáfora é que nem...”: cognição e discurso na metáfora situada. Signo. Santa Cruz do Sul, v. 38, n. 65, p. 2-21, jul. dez. 2013.
VEREZA, S. C. Cognição e sociedade: um olhar sob a óptica da linguística cognitiva. Linguagem em (Dis)curso – LemD. Tubarão, SC, v. 16, n. 3, p. 561-573, set. dez. 2016.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Todos artigos são publicados sob os termos da licença Creative Commons Attribution (CC BY NC 4.0). Sob esta licença, os autores mantêm a propriedade dos direitos autorais de seu conteúdo, mas permitem que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, e, embora os novos trabalhos tenham de lhe atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.


