A antroponímia dos matriculados na sociedade protetora dos desvalidos durante a segunda década do século XX

Autores

  • Victor Cavalcanti Mariano Universidade Federal da Bahia

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321.3.3.1.199-217

    Palavras-chave:

    Antroponímia, Afrodescendentes, Sociedade Protetora dos Desvalidos.

    Resumo

    O presente trabalho traz à baila a discussão sobre a antroponímia de uma parcela da população afrodescendente do Brasil. O texto tenta mostrar, relacionando a história da Bahia e do Brasil, o porquê de os nomes próprios africanos terem praticamente se extinguido no país, revelando possíveis fatores que levaram os negros a adotar nomes de origem europeia. Para tanto, faz-se uso do livro de matrícula da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), uma irmandade negra de Salvador que existe desde 1832, quando ainda havia o regime escravocrata no Brasil. Analisam-se aqui os nomes presentes no livro a partir da segunda década do século XX. A partir da leitura de textos que tratam da antroponímia no Brasil e em Portugal, bem como de textos que traçam a história da escravidão brasileira e da SPD, além da análise dos nomes presentes no livro de matrícula, confirma-se a hipótese do uso de nomes de origem europeia pelos negros brasileiros e procura-se criar hipóteses para a explicação de tal fato.

    Downloads

    Arquivos adicionais

    Publicado

    31-05-2013

    Edição

    Seção

    TEORIA E ANÁLISE LINGUÍSTICA (seção vária)

    Como Citar

    A antroponímia dos matriculados na sociedade protetora dos desvalidos durante a segunda década do século XX. Entrepalavras, [S. l.], v. 3, n. 1, p. 199–217, 2013. DOI: 10.22168/2237-6321.3.3.1.199-217. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/98969. Acesso em: 21 set. 2026.