Green Text: um tecnogênero na mídia Facebook?
DOI:
https://doi.org/10.22168/2237-6321-12esp2413Palavras-chave:
Green text. Tecnogênero. Prática discursiva.Resumo
Esta pesquisa, apoiada em Bakhtin (2006), Paveau (2021), Swales (1990) e Marcuschi (2010), tenta reconhecer nos Green Texts – doravante GT – a ocorrência, respectivamente, do tripé bakhtiniano, dos traços do tecnogênero, de um propósito comunicativo comum, nessas práticas discursivas que acontecem em mídias digitais, como Facebook. Principalmente nesse ecossistema, o GT tornou-se uma prática muito recorrente, o que culminou numa grande comunidade discursiva, por isso nos limitamos a analisar apenas os textos dessa mídia. Para as análises, como forma de consolidação do nosso objetivo, coletamos e analisamos os textos retirados diretamente dos seus meios de realização, com o intuito de evidenciar, por traços genéricos da sua estrutura esquemática própria, que envolve aspectos multimodais – imagem e texto verbal –, a alta interatividade dos atores sociais envolvidos, e as técnicas de armazenamento, busca e gerenciamento que lhe são particulares. Constatamos, mediante as discussões e análises feitas sobre os GT, a presença de certas peculiaridades próprias desse tecnogênero.
Referências
de análise do Scrap do Orkut. Revista do GELNE, v. 11, n. 2, p. 38-52, 3 mar. 2009.
ARAÚJO, J. Constelação de gêneros: a construção de um conceito. São Paulo: Parábola Editorial, 2021.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Os gêneros do discurso. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
BHATIA, Vijay K. Análise de Gêneros Hoje. Tradução de Benedito Gomes Bezerra. 2001.
BEAUDOUIN Valérie, 2014. Comment se constituent les genres à l’ère du texte numérique?. IN: D. Ablali, S. Badir e D. Ducard (org.). Documents, textes, œuvres. Perspectives sémiotiques. Rennes: Presses Universitaires de Rennes, p. 153-166.
CAVALCANTE, M. M. Compósitos de gêneros no ambiente digital. Youtube, 2021. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Img2LZV8N0w&t=292s>. Acesso em: 07 fev. 2022.
CAVALCANTE, M. M.; BRITO, M. A. P.; CUSTÓDIO FILHO, V.; CORTEZ, S. L.; PINTO, R. B. W. S.; PINHEIRO, C. L.. O texto e suas propriedades: definindo perspectivas para análise. Revista (Con)Textos Linguísticos, Vitória (ES), v. 13, n. 25, p. 25-39, 2019.
KAY, HEATHER, AND TONY DUDLEY-EVANS. “Genre: What teachers think.” (1998): 308-314.
MARCUSCHI, L. A.. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, L. A.; XAVIER, A. C. (Orgs.). Hipertexto e gêneros digitais. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2010.
MARTIN, B.; HANINGTON, B.. Universal Methods of Design. Estados Unidos: Rockport, 2012.
PAVEAU, M-A. Análise do discurso digital: dicionário das formas e das práticas. Organização de Júlia Lourenço Costa e Roberto Leiser Baronas. São Paulo: Pontes, 2021.
SWALES, J. M. Genre analysis: English in academic and researching settings. Cambridge: Cambridge University Press, 1990.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Todos artigos são publicados sob os termos da licença Creative Commons Attribution (CC BY NC 4.0). Sob esta licença, os autores mantêm a propriedade dos direitos autorais de seu conteúdo, mas permitem que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, e, embora os novos trabalhos tenham de lhe atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.
