As interfaces da língua em uso. Um tratamento funcionalista da entidade “oração”

Autores

  • Maria Helena de Moura Neves Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita (UNESP), câmpus de Araraquara; Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM); Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq).

    DOI:

    https://doi.org/10.22168/2237-6321-12592

    Palavras-chave:

    Oração. Texto. Determinação pragmática. Arranjo sintático. Resultado semântico.

    Resumo

    O objetivo do estudo é, com apoio na teoria funcionalista da linguagem, problematizar as interfaces da língua em uso, pondo centro especial na gramática que rege a língua e considerando todo o entorno da produção da linguagem. Em busca de paralelos com o próprio texto, parte-se da entidade “oração”, que é problematizada como organização da informação, como organização da interação linguística e como organização semântica. Entra em questão todo o processamento de configuração das cadeias linguísticas que se produzam, considerada a interface com o próprio fazer da linguagem, expandido na vivência em comunidade de língua. No exame fica evidente que, para o resultado semântico e para o efeito pragmático pretendidos, releva a existência de uma determinação pragmática sobre o arranjo sintático. A conclusão é que a consciência dessa integração que aciona a gramática, levando à produção linguística, é o que permite a separação analítica dos processos, garantindo análises teoricamente sustentadas.

    Biografia do Autor

    • Maria Helena de Moura Neves, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita (UNESP), câmpus de Araraquara; Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM); Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq).
      Professora emérita pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, é licenciada em Letras (em Português-Grego e em Alemão) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, doutora em Letras Clássicas (Grego) pela Universidade de São Paulo, livre-docente (Língua Portuguesa) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. É bolsista de Produtividade em Pesquisa - nível 1A do CNPq e foi membro do comitê de Letras e Linguística do CNPq (1994-1997; 2007- 2010). Atualmente é professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da UNESP - Araraquara. É Coordenadora do Grupo de Pesquisa Gramática de usos do português do CNPq. Pesquisa particularmente a teoria funcionalista da linguagem, as relações entre texto e gramática e a história da gramática. É autora, entre outros, dos livros A gramática passada a limpo: Conceitos, análises e parâmetros, 2012; Guia de uso do português. Confrontando regras e usos, 2012 [2003]; Gramática de usos do português, 2011 [2000]; Texto e gramática, 2011 [2006]; Ensino de língua e vivência de linguagem, 2010; Gramática na escola, 2010 [1990]; Que gramática estudar na escola? Norma e uso na Língua Portuguesa, 2009 [2003]; A vertente grega da gramática tradicional. Uma visão do pensamento grego sobre a linguagem, 2005; A gramática: história, teoria e análise, ensino, 2002; A gramática funcional, 2001 [1997]; É coautora dos dicionários: Dicionário grego-português (5 volumes, 2006; 2007; 2008; 2009; 2010), do qual foi também uma das 3 coordenadoras, o qual está sendo reeditado em 1 volume único; Dicionário UNESP do Português Contemporâneo, 2005; Dicionário de usos do português, 2002; Dicionário gramatical de verbos do português contemporâneo do Brasil, 1997 [1990]. Coordenou a equipe Sintaxe I do projeto Gramática do Português culto falado no Brasil (sob direção de A. T. de Castilho), coordenando o volume V (2016) da nova série produzida no Projeto, e com R. Ilari, coordenando o volume II (2008) da série anterior. É membro da equipe que elaborou o Dicionário documentado do Português do Brasil (no prelo) e é autora de uma nova gramática de referência, A gramática do português revelada em textos (no prelo) . É Membro do Conselho Editorial de 11 revistas especializadas e Consultora de 6 Fundações de Apoio à Pesquisa.

    Referências

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    Publicado

    14-05-2023

    Edição

    Seção

    2023.1: Dossiê: Articulação de orações

    Como Citar

    As interfaces da língua em uso. Um tratamento funcionalista da entidade “oração”. Entrepalavras, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 1–17, 2023. DOI: 10.22168/2237-6321-12592. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99690. Acesso em: 21 set. 2026.