Patrimônio cultural imaterial da Amazônia: Os bumbás e as toadas como formas de contestação simbólica

Autores

  • Alécio Vaneli Gaigher Marely Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
    • Romário Neves Coelho Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
      • Leonard Christy Souza Costa Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

        DOI:

        https://doi.org/10.22168/2237-6321-32729

        Palavras-chave:

        boi-bumbá, toadas, identidade amazônica, resistência cultural

        Resumo

        No presente artigo, discutimos a relação dos bois-bumbás com o Festival Folclórico de Parintins, município situado no interior do estado do Amazonas, como forma de patrimônio cultural imaterial e expressão de resistência simbólica da identidade amazônica. A discussão tem como objetivo identificar nas toadas intituladas “Chamada do Boi 2023-Pode Avisar”, esta representante do boi Caprichoso, e “Garantido Por Toda Vida”, representando o boi Garantido, aspectos discursivos de resistência e relações de poder ao reportar-se à natureza, saberes indígenas e revolução artística. Como metodologia, aplicamos o método dedutivo e a abordagem qualitativa de cunho descritivo e interpretativo, o que viabilizou delinear e interpretar os dados presentes no corpus, buscando identificar os sentidos sinalizados no contexto teórico em Braga (2014), Foucault (1995; 2001; 2008; 2017), Bennet (1998) e outros. A partir das análises realizadas, podemos considerar que as toadas revelam o significado multidimensional do Boi-Bumbá como folclore e forma de resistência cultural que carrega profundo significado político e simbólico para a região Amazônica.

        Biografia do Autor

        • Alécio Vaneli Gaigher Marely, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
          Alécio Gaigher Vaneli Marely é doutorando em Inglês- Estudos Linguísticos e Literários (PPGI/UFSC, 2024). Bolsista da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES, 2024). Mestre em Letras (UFAM, 2023). Especialista em Metodologia de Ensino de Língua Inglesa (FVC, 2016). Graduado em Letras - Inglês (UFES, 2015) e Letras-Português (ETEP/IBRA, 2023). Professor efetivo da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas (SEDUC-AM). E-mail: gaigher.alecio@gmail.com.
        • Romário Neves Coelho, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

          Mestrando em Letras pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (FUNIP). Professor da Secretaria de Educação e Desporto (SEDUC-AM). Membro do projeto de pesquisa “Para a História do Português do Amazonas (PHPB/AM)”. Bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisas do Estado do Amazonas (FAPEAM). E-mail: romarioneves16@hotmail.com

        • Leonard Christy Souza Costa, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
          Possui graduação em LETRAS pela Universidade Federal do Amazonas (2001), mestrado em Estudos da Linguagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2004) e doutorado em Lingüística pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). Atualmente é professor ensino superior da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Análise do Discurso, atuando principalmente nos seguintes temas: Análise do Discurso, Michel Foucault, língua inglesa, metodologia, História das Ideias Linguísticas e Filosofia da Linguística.

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        Publicado

        25-04-2024

        Edição

        Seção

        2023.3: Análise discursivo-textual de canções

        Como Citar

        Patrimônio cultural imaterial da Amazônia: Os bumbás e as toadas como formas de contestação simbólica. Entrepalavras, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 44–62, 2024. DOI: 10.22168/2237-6321-32729. Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/view/99719. Acesso em: 21 set. 2026.